domingo, 29 de março de 2009

AL DENTE, POR FAVOR

Acabei de ler O Globo e na revista do jornal, que sai aos domingos, tem sempre uma página de colunista convidado. Vira e mexe tem alguém interessante. Hoje era Hugo Moss. Pelo nome, desculpem a ignorância, não me chamou a atenção afinal não sabia quem era. Googlei ele e entendi que era um estrangeiro que mora no Brasil desde os anos 80 e que é envolvido com a indústria do cinema. Mas o que virou meus olhos para a leitura em si da coluna dele hoje foi o título: "al dente".

Muito interessante, ele fala do "equívoco sobre como uma massa é servida hoje nos restaurantes italianos de bom nível (e os que cobram como se fosse)". Eu concordei tanto com ele, mas tanto, que procurei no site do O Globo a página para deixar aqui o link mas confesso que não achei. Olha só o que o cara fala e veja se concorda:

"al dente... simplesmente descreve o ponto satisfatório de cozimento da massa (ou arroz ou até legumes), que, ao ser servida, deve resistir ligeiramente à pressão dos dentes. Esse ponto acontece logo depois de a farinha cozinhar até o meio de cada pedaço ou fio de massa. Al dente não é nada mais complexo ou misterioso que isso: a massa deve ser cozida até este ponto, não mais nem menos."

"Agora, por algum motivo, al dente vem adquirindo outro significado, ou talvez a palavra certa seria status, o equivalente ao mal passado da carne... Mas se você interromper o cozimento da massa antes de ela ficar al dente, a farinha do meio não cozinha, a massa fica um pouco dura e no paladar sentimos nitidamente a farinha".

Eu acrescento uma coisa aqui agora ao que ele diz: ao sentir a farinha crua, a massa dá uma azia danada!! fala com vc o resto do dia!! Voltemos:

Ele diz ainda que é justamente assim que por aqui as massas são servidas: duras demais. Mas oq ue mais me chamou a atenção é que ele diz que provavelmente, a cupla não é dos chefs, garçons e etc. Mas sim dos clientes, que se sentindo verdadeiros gourmets, fazem questão de acrescentar (com um olhar como se estivesse compartilhando um segredo mafioso): " a massa bem al dente, por favor".

"Ai meu deus.... BEM al dente? Tadinha, o pobre e inocente al dente tem se tornado refém de um infernal esnobismo gastronônico"

A coluna termina com um exemplo vivido por ele, típico daqueles lugares que se acham. Ao pedir uma massa, o garçom perguntou: qual o ponto da massa? Ele já viu que teria problemas. respondeu apenas que o chef fizesse o que achava melhor. Conclusão, a massa veio dura e ao que ele reclamou, o garçom encheu o peito e soltou: " mas senhor, aqui servimos al dente". Hahahahaha
Muito bom, né?

Me identifiquei TOTAL!!! E VC?

bjs

Um comentário:

Nicolau Centola disse...

Não sabia desta nova moda não. Será que é só no Rio ou já chegou à SP? Que coisa mais demode.. já achava a pergunta do ao ponto para a carne desnecessária. Para mim existem três pontos: mal passado, ao ponto e bem passado. Agora descobri qeu o ao ponto tem uma gama enorme de formas. Agora vem essa da massa? Se esses boçais falarem isso na Itália, vão apanhar das mamas cozinheiras. Nunca me esqueço de uma pizza al taglio que comi em Verona. Não sentamos no restaurante, pois ele era mínimo e não tinha mesas. Fomos comer no bar da frente, com um belo vinho da casa acompanhando. Não é que a mama cozinheira atravessou a rua para vir perguntar se estava bom e se tínhamos gostado? ahhaha

bj