terça-feira, 11 de setembro de 2012

ALBAMAR - ALMOÇO, VISTA E ESTREIA

Tá vendo essa foto aí?


Já imaginou almoçar com essa vista e ainda por cima com comida boa?
Se você quer parar de imaginar e partir pra experiência real, corre pro Albamar, no centro do Rio.
E pra saber todos os detalhes da minha visita por lá, é só clicar aqui!
Essa é minha estreia como food hunter dos Destemperados.
Eu já adorava essa galera e o site deles. Já fiz muitos roteiros de viagens pegando as dicas de bons restaurantes com esses destemperados. Agora que faço parte do time então.... gosto mais ainda!
É claro que vou continuar escrevendo sobre comida aqui. Dos lugares que gosto, não gosto, das receitas, da minha visão sobre comida. Mas de vez em quando, estarei por lá também. E bem feliz!


sábado, 14 de julho de 2012

TODO DIA E DIA DE PIZZA EM NYC!

Do alto dos meus 38 anos, acabei de chegar da minha primeira visita à Nova York. Nos meus preparativos para a viagem, pedi dicas a todos os amigos que eu achei que iriam me ajudar a ir nos melhores lugares na cidade. E quase todas - para não dizer todas - as dicas foram gastronômicas. Por que será? Bom, o fato é que fui para lá com muita expectativa e dicas maravilhosas. Mas é legal também quando você encontra por si só, meio sem querer, algum lugar que vai ficar na sua memória.

Ao longo dessa semana vou contando aqui sobre alguns lugares em que estive. Mas para esse primeiro post sobre NYC eu gostaria de dividir com vocês a minha incursão pelas pizzas americanas. Foram 3 experiências basicamente mas cada uma num local e numa situação peculiar. Vamos a elas:

Primeira experiência: num dia dedicado às compras, as horas parecem mais curtas. Entra em loja, sai de loja, quando vi estava azul de fome e prestes a entrar na Bloomindales. Falei pra minha amiga: "vamos comer alguma coisa antes, rapidinho". Olhamos em volta e tudo o que tinha era um daqueles famosos "trucks" de hot dog, outro de comida árabe e... A Mariella Pizza. Achamos que seria mais seguro, ainda que à primeira vista a aparência do local era local demais, digamos assim. Bom, entramos. Como em vários lugares que estive em NY, não há muito tempo para explicações. É preciso sacar rápido que o lance é escolher um sabor, ir ate o balcão e dizer se quer 1 ou 2 fatias ou quantas forem. Ao mesmo tempo que você fala, o cidadão já está tirando da fôrma e colocando no forno. Não há tempo de repensar, mudar de idéia. Uma bandeja daquelas de plástico é colocada a sua frente, as fatias saem do forno e colocadas sobre pratos de papel e você se dirige para pagar - momento em que pede a bebida. Uma fatia - generosa- de marguerita e um ice tea, 7 dólares. Ok, era o que a gente queria mesmo, uma coisa rápida. À primeira mordida, já senti que a escolha tinha sido boa. Olhando a decoração a minha volta, dou de cara com o quadro que emoldura uma reportagem mostrando que Oprah e sua fiel escudeira Gayle estiveram em Mariella Pizza e a elegeram a melhor pizza da América! Achei pitoresco. Corta e vamos para outra cena desse post.

Segunda experiência: o domingo que passei em NY foi dedicado ao Soho. Realmente é muito legal andar pelas ruas, descobrir as lojas descoladas. Mas aproveitei para fazer meu roteiro de forma que eu passasse pela Lombardi's, a famosa primeira pizzaria de NY. Contrariando o que eu imaginava, na Lombardi's não se vende pizza em fatias. Pedimos então a pequena, de 6 fatias, básica. Entendi que as pizzarias NY funcionam assim: tem uma pizza básica (mussarela e molho) e você inclui - se quiser - os "toppings" que deseja, cada um com seu valor. E assim, você cria a pizza que quer. Bom, chegou a pizza e... Fiquei lembrando da Mariella Pizza...

Terceira experiência: depois de mais um dia de bateção de perna por NY, eu já estava no último dia, ou seja, sem dinheiro. A solução a noite foi... Pizza! E fui parar, por indicação da recepcionista do hotel, na john's Pizza, na 44st, entre a 7th e a 8th. Como é colado na Times Square, a rua é super agitada. E chegando lá, vi que a pizzaria também. Muita galera jovem, turista, música alta. Com uma espera de 25 minutos por uma mesa, resolvemos ficar pelo bar e pedir a pizza no balcão, que aliás é também agitado, soltando drinks e cervejas o tempo todo. Dessa vez, pedimos nossa pizza com mussarela extra, cogumelos e manjericão. De massa bem crocante, a pizza veio com recheio na medida. E acabou sendo uma opção boa e barata para aquele final de dia.

CONCLUSAO: voltando à cena do final da primeira experiência e juntando com a cena final da segunda experiência, achei curioso conhecer a Lombardi's. Mas a pizza não chega aos pés do meu "achado" (e da Opprah ;-) ) que é a Mariella. Claro que o lugar não tem charme nenhum mas o queijo parece mais de verdade, a massa é crocante sem ser dura, o molho ótimo. Eu devia ter pedido uma segunda fatia. Ou seja, indo à Bloomindales, não deixe de passar lá. Indo ao soho, tire uma foto da fachada da Lombardi's e já estará de bom tamanho.

domingo, 3 de junho de 2012

UM JANTAR MILANÊS

Um belo dia, sem nem eu bem saber como, fui parar numa mesa super exclusiva, num restaurante japonês. Na mesa apenas 7 pessoas contando comigo. Dentre essas pessoas, duas de quem sou realmente muito fã. E de repente, lá estava eu, sentada com eles, jantando, batendo papo, rindo, e ficando fã dos outros 4. Me senti naqueles quadros de programas de TV em que a pessoa realiza um sonho, conhece seus ídolos. No programa em que eu trabalho, chama "dia de sonho". No meu caso, foi uma "noite de sonho".

Só que não acabou por aí, como acontece geralmente na TV. O tal grupo de 7 pessoas acabou virando uma confraria. Ou melhor dizendo, uma sociedade. Sociedade Opaboca de Gastronomia Ilimitada. Assim nos nomeamos, garantindo aos curiosos que Opaboca significava "vamos comer bem" em tupi-guarani.

Na tentativa de cumprir o nosso lema, organizei um jantar para os Opabocas na última quarta feira, dia 30, no restaurante Da Brambini, no Leme. Essa pequena trattoria do milanês Umberto Vegetti é daqueles achados, de clientela fiel e local. Onde tudo é bem simples e por isso mesmo é bom. Daqueles lugares onde o serviço é rápido, às vezes parecendo seco, mas no fundo é muito atencioso, apenas com um leve toque italiano, se é que me entendem. Demorei muito para conhecer o Da Brambini mas hoje eu me dei conta de que meu deslocamento Barra / Leme vai ter que ser mais freqüente. E aqui divido com vocês por quê.

A noite começou com uma poletinha com ragu de lingüiça e funghi... Quer dizer, começou mesmo com o couvert, que jamais em tempo algum você deve rejeitar. É uma variedade de coisinhas deliciosas que é impossível pensar em não comer. Atenção especial às bruschettas.

Mas voltando à polentinha... Foi um belo começo. Difícil foi deixar o prato pela metade, já que de "poletinha" não tinha nada e ainda havia muito por vir. Em seguida, Tortelli di zucca, de massa verde que contrastava com a cor vibrante da abóbora no recheio. Por cima da massa, um molho a base de manteiga e pedaços de aspargos verdes, que a principio pareciam meio deslocados ali mas que ao final de tudo foi um charme a mais.

Em seguida, veio o prato que eu mais aguardava: pesce al sale, servido com batatas rústicas e alecrim que de tão cheiroso abriu nosso Apetite. Trata-se de um belo pargo (e Umberto diz que só faz esse prato se tiver pargo) assado envolto em sal grosso e só. O resultado é uma carne branca, macia e de gosto suave. Não vejo a hora de voltar para o repeteco.

O último prato foi a picatta al limone, servido com legumes grelhados. Filé mignon macio, molho azedinho e legumes al dente. Excelente do começo ao fim.



O grand finale foi o tiramisu da casa, que é daqueles como deve ser. Eu não sei você, que está lendo aí, mas eu acho que o Tiramisu e o estrogonofe sofrem do mesmo mal. Cada um tem uma receita, em cada lugar é de um jeito e é o tipo de prato que se os ingredientes não forem realmente bons, vira uma outra coisa. Não vale substituir o mascarpone por cream cheese nem o tomate por catchup. E o Tiramisu do Da Brambini é de verdade. É como tem que ser. Tanto que saí do restaurante com uma quentinha pra levar pra casa. Por que a casa é italiana e nós, italianos, servimos tudo de muito e ainda não temos vergonha nenhuma de levar um pouquinho pra mais tarde.

Ah! E se a tradução de "Opaboca" é verdadeira? Bem, acho que na última quarta feira foi.

Da Brambini Ristorante: Av. Atlântica, 514, leme, Rio de Janeiro.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

SERÁ?!

Puxa, quanto tempo!
Nem sobre o Chile eu falei aqui nesse blog?! Que vergonha, Boca!
Vou falar já já sobre Isso.

É que hoje ainda estou sob o efeito da minha incursão pela cozinha nesse sábado que passou... Passei 6 horas cozinhando, fazendo um jantar vegetariano para 6 amigos queridos chez moí. Chamei minha faxineira pra ajudar, elaborei um cardápio antes, fiz lista pro mercado, organizei as tarefas antes de começar a cozinhar, usei o mesmo forno e o mesmo fogão... Tudo da mesma forma como havia feito num outro sábado, há uns 2 meses atrás. A diferença foi que o primeiro sábado foi perfeito. Do cozinhar ao comer, passando pelo tempo de serviço entre os pratos (foram 5 na mesma noite). E esse sábado passado, não. Estava mais enrolada, esqueci a sobremesa no forno, não tive cuidado (ou paciência) na hora de cortar e cozinhar o nhoque (acabou ficando de diversos tamanhos, a maioria grande demais) enfim... E o resultado final foi bom mas apenas isso. Ou seja, ninguém foi embora com fome, eu dei um jeito na torta de limão que queimou nas bordas, mas não fiquei satisfeita. Demos risada, bebemos vinho, foi uma noite e tanto. Mas fui dormir com a sensação de que eu poderia ter feito mais.

Alguns amigos me dizem que eu sou muito cri-cri, exigente. Mas não é isso. Quando eu acho que ficou bom, dentro daquilo que obviamente eu acho que posso fazer, eu mesmo me auto elogio sem modéstia. Mas quando não fica bom... E com o jantar de sábado, depois de muito pensar, me dei conta de que a cozinha não é mesmo uma ciência exata. Na verdade, eu já sabia disso, mas digamos que senti mais na pele - é muito mais fácil chegar à essa conclusao quando se está com as panelas nas mãos do que com os talheres esperando para comer.

Vai saber por que mas tem dia que qualquer coisa que façamos fica bom. E em outros, por mais cuidado, a coisa desanda. Ou simplesmente não fica tão bom quanto você já fez numa vez anterior. Simples assim. Se a cozinha tem a ver com emoção - eu só acredito nessa - será que é ela então que faz bagunça no "2+2=4" das receitas?

Será que a profissionalização na cozinha passa também em aprender a minimizar esse fator misterioso (será a emoção?!) que torna a cozinha tão incerta?! Embora verdade seja dita: não conheço um restaurante onde tudo seja perfeito sempre - nem os de grandes chefes, nem dos que mais admiro.

Bom, mas escrevendo aqui, penso: será que a graça não é exatamente essa, a de que o resultado é uma constante busca? É como para um atleta, que mesmo tendo batido um recorde, vai sempre em busca do próximo. Depois de fazer o nhoque sábado, comuniquei aos comensais: "comam, ruim ou bom, por que depois desse, sabe Deus quando farei de novo!".
Mas refletindo agora, será que não estou negando uma das coisas mais divertidas da cozinha, que é a prática, que é o prazer do erro e do acerto, a imperfeição?

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

MANI - ACHADOS EM SÃO PAULO

Eu estava devendo....
E agora, estou pagando...

Esse ano, tive a luxuosa colaboração de pessoas queridas no blog.
A última foi Karina Dedavid, que me mandou 2 posts quando esteve em São Paulo.
Um deles eu já publiquei, sobre o Jardim Di Napoli.

Estava devendo o outro sobre o Mani, restaurante chiquérrimo da chef Helena Rizzo.
Eu estive no Mani assim que ele foi inaugurado, para um almoço, e confesso que na minha experiência foi um bom almoço. Não inesquecível.

Só que de lá pra cá, a própria Helena Rizzo trabalhou, apareceu e bombou o seu Mani que estou me devendo um retorno para conferir essa "nova" fase.
Bom, Karina foi antes de mim e me mandou suas impressões.
Mais uma vez, Karina, Obrigada! E concordo MUITO com você sobre o quesito "sobremesas"!

Até 2012, galera!

Mani - a supresa do Ovo
Por Karina Dedavid

O Mani bomba. E bomba com toda a razão, porque a comida, o atendimento e a decoração são simpaticíssimos!
O melhor horário pro almoço de domingo é a partir das duas da tarde quando a fila de espera já está no fim.
Assim, você não vai esperar muito pra se deliciar com o famoso couvert preparado pela equipe de chef Helena Rizzo.

O couvert já virou uma marca registrada com as gigantescas folhas de biscoito polvilho de queijo, uma porção de manteiga e algumas bolinhas de queijo de cabra no azeite. Tudo delicioso! Só tome cuidado porque, se bobear, você acaba comendo um “chamex” de folhas de polvilho.

“Amarelei” de beber vinho porque na carta da casa, o mais em conta era uma garrafa de rosé por 75 reais. (Achei metido!)
Os drinks são bem diferentes, quase exóticos, mas resolvi investir nos sucos. O de Maçã com Água de Côco e o de Melancia com Limão são muito bons.

Como prato principal, arrisquei um camarão com purê de batata baroa e redução de vinho com shitakes. O molho estava delicioso e os camarões perfeitos! Achei que havia purê demais e por isso o prato acabou ficando um pouco doce...

A minha amiga pediu um filé ao molho de balsâmico com cogumelos e gratin de batatas que estava divino!
Mas, a ansiedade continuava... e o que eu mais queria ainda estava por vir: a hora da sobremesa!
As opções são variadas, mas uma coisa acontece comigo toda vez que me deparo com alguma sobremesa a base de ovo no cardápio: a dúvida acaba. Na hora!



Pedi “O Ovo” sem pensar!
Trata-se de um Sorvete Caseiro de Gemada com uma Mousse levíssima de Côco. Simplesmente divino!

Até agora, a melhor sobremesa da minha vida. Sério!
As amigas foram de mix de brigadeirinhos. Muito simples, nada demais.
Mas o saldo foi mais do que positivo, apesar da conta mais salgada que meu prato principal. (R$120,00 por pessoa)
Delicioso! Vale a pena. E sente a cara do “O Ovo”. Não é o máximo?

Mani:
www.manimanioca.com.br
Rua Joaquim Antunes, 210, Jardim Paulistano.

domingo, 27 de novembro de 2011

JARDINETO: UM DOMINGO NA ROÇA

Antes de mais nada, peço licença à Karina Dedavid por publicar esse post antes do que ela já escreveu sobre o Maní, em São Paulo, e que publicarei muito em breve.

Mas hoje, gostaria de dividir o belo domingo que tive na roça, em pleno Rio de Janeiro.

O dia começou atípico. Há 1 ano e meio, meus domingos são de trabalho e não de descanso como para a imensa maioria. Eu confesso que não me incomoda tanto trabalhar aos domingos, até por que gosto do que eu faço. Mas quando você tem um domingo livre, depois de algum tempo, fica totalmente sem saber o que fazer para aproveitar como se deve um domingo de folga.

Comecei então com um domingo lento. Ainda sob efeito da noite anterior que foi de muito vinho, a manhã foi lerda, com café da manhã sossegado enquanto se folheia o jornal, ainda de pijama, com aquela chuvinha caindo lá fora. O que estaria à altura disso para continuar o dia? Um convite para almoço em Vargem Grande me pareceu promissor.

A caminho, a sugestão do Gustavo foi um lugar chamado Jardineto, em frente ao Quinta.
- Mas lá só com reservas. Vamos ligar?
- ok.

Para nossa sorte o dia estava tranquilo na cozinha e no salão da chef Guida Fernandes e pudemos ir de última hora. Cheguei sem expectativas. Mas quando chegamos no portão e o segurança nos convidou a deixar o carro lá dentro, fui entrando na casa de sítio que é o Jardineto.

Sentamos à varanda e fomos excepcionalmente bem recebidos pelos garçons e pela própria Guida, que gentilmente - assim como se já nos conhecesse - sugeriu algumas opções do cardápio.

Ah, sim. Já pelço desculpas por aqui pelo fato de não ter fotos das comidas das quais falarei a seguir mas foi daqueles típicos casos que não deu tempo de registrar.

Começamos com pastéis de camarão e de carne seca. Não posso mentir. O começo foi um pouco tumultuado quando em um dos pastéis de camarão havia um plástico, dos grandes. Retirada a porção, aguardamos uma nova.

Fizemos os pedidos dos pratos. Como éramos em 3 pessoas, pedimos 3 pratos diferentes para justamente experimentarmos o que fosse possível.

Chegaram à mesa 3 pratos individuais (eu achei a porção individual mesmo): magret de pato com molho de jabuticaba e arroz de parmesão, ossobuco em seu molho e arroz de parmesão, paleta de cordeiro desossada com arroz branco, farofa e feijão branco. Os 3 estavam muito bons, de verdade. Surpreeendentemente bons. O meu preferido foi disparado a paleta de cordeiro. Bem macia, desfiando em algumas partes, com um belo feijão branco de temperos marcantes.. um belo casamento. O magret de pato estava num ponto excelente, macio, mas resisto um pouquinho a molhos doces. Mas para quem gosta, prato cheio! E ossobuco também estava muito saboroso. Fiquei, sinceramente, muito animada! Nem lembrávamos mais do plástico a essa altura.

Hora da sobremesa. Hora séria. Muitas sobremesas com bola de sorvete. Quem me conhece já sabe que tenho preconceito com sobremesas acompanhadas de sorvete. Pra que?

Bom, das 3 pedidas da mesa, a minha foi um tiro no alvo certo. Doce de leite caseiro, feito pela dona Guida. Ele vem com sorvete e canela, mas pedi sem, apenas o doce de leite. De-li-ci-o-so. Vale a ida ao Jardineto para experimentá-lo. O doce veio quente (muito provavelmente para contrastar com o sorvete) e eu preferi deixar esfriar. Da próxima vez já peço frio. Se bem que ficarei em dúvida entre ele e o parfait de chocolate. Um creme de chocolate branco e chocolate ao leite, em forma de sorvete, com creme inglês. Muito bom também.

No final das contas, o domingo tinha passado lento, com uma boa comida, como se eu estivesse almoçando na chácara da minha tia. E na hora da despedida foi quase isso. Guida quase nos pediu para ligar avisando que chegamos em casa de tão fofa e atenciosa que é.

Jardineto:
Rua Luciano gallet, 75. Precisa reservar: 2428-1053

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

JARDIM DE NÁPOLI - MELHOR POLPETTONE EVER!

Eu adoro quando esse espaço aqui é dividido, compartilhado! Então, hoje estou muito feliz! Mais uma vez!

Depois das colaborações luxuosas de Pedro Boueri, Claudia Florêncio, Rafael Crisa, Alexandre Santos e do meu querido irmão Rodrigo Tezoto, eis que o Boca recebe mais uma para o clube. Conheci a Karina Dedavid no trabalho e de cara, não sei como, o assunto foi pro lado da cozinha. Pronto, dali pra ela saber do blog foi um pulo e fiquei feliz quando ela me prometeu que escreveria sobre os lugares que iria conhecer em São Paulo e dividiria conosco aqui.

Promessa cumprida, eis abaixo o primeiro post da Karina. Mas depois desse, fica de olho que tem o segundo... e vai ser luxo puro! Pra começar, coloquem o babador à italiana e.... vai!

Karina, obrigada!

Jardim de Nápoli: o melhor polpettone ever!
Por Karina Dedavid

O Jardim de Nápoli é uma das cantinas italianas mais tradicionais de São Paulo. É pra lá que as pessoas vão quando bate aquela vontade de comer uma boa comida italiana, tradicional e muito farta.

O lugar é decorado de maneira simples e o atendimento eficiente com aqueles garçons com cara de garçom mesmo, sabe? (me sinto na obrigação de falar isso porque às vezes, a gente vai pra São Paulo e acaba num restaurante metido a besta com garçons com cara de modelos da Calvin Klein. Trés São Paulo!)

As massas frescas e os anti-pastos rústicos são fabricados ali mesmo por uma equipe antiga que mantém seus segredos bem guardados desde 1949, quando a família inaugurou a primeira filial.

De entrada, a dica é a porção grande (vai de grande porque é bom demais. Sério!) de Funghi e Shitakes no Azeite e Alho que é uma delícia pra acompanhar o pão italiano.

As pizzas são bem gostosas e as massas, cozidas no ponto certo, vão bem com as deliciosas e generosas conchas de molho.

Só que a estrela principal do lugar é, sem dúvida, o Polpettone!

O verdadeiro hit do lugar acompanha bem as massas mais simples só com molho vermelho, como o talharim ao sugo. Mas a maioria das pessoas vai lá mesmo pra se fartar com a carne bem temperada e o molho sem igual, que inunda o prato embaixo do queijo derretido. Esse Polpettone é a perfeição!

As sobremesas são as mais tradicionais possíveis: torta de limão siciliano, creme de papaya e tiramissú. Pra quem gosta de sobremesas 80’s, o creme de papaya é leve e gostoso. Vale a pena.

O programa é imperdível e atrai cada vez mais turistas brasileiros e estrangeiros. Por isso, cuidado. Aos sábados as filas são enormes!

http://www.jardimdenapoli.com.br/

Rua Martinico Prado, 463. Higienópolis.

sábado, 19 de novembro de 2011

ARROZ DE TAMBORIL - PRATO DO DIA EM PORTUGAL

Quando estive recentemente em Portugal, várias vezes os portugueses que estavam trabalhando comigo tentaram me levar para comer arroz de tamboril. É um prato, ao que me pareceu, especial e os restaurantes o fazem como prato do dia. Não deu certo em nenhuma das tentativas e voltei para o Brasil com essa vontade.

Eu adoro "arrozes", receitas que misturam arroz, tipo arroz de bacalhau, arroz de pato, arroz de tomate, etc. Lá, eles fazem muito isso e usam o arroz mesmo com essa finalidade e nem tanto como acompanhamento como nós aqui no Brasil.

Bom, fiquei com tanta vontade que meu amigo português Luis, da terrinha, me mandou especialmente essa receita enquanto eu ainda estava no avião. Cheguei aqui e uns 2 dias depois já estava fazendo, tamanha era a vontade.

A minha primeira tentativa deu quase certo. Tipo: o gosto ficou excelente, o peixe no ponto, os temperos equilibrados. Mas o arroz, acho eu, que deixei passar um pouco demais. Na verdade, eu sabia que ele ficava molhadinho e ignorei o aviso da receita de servir imediatamente. Achei que podia preparar a receita e enquanto batia papo com os convidados, o arroz podia ficar ali. Mas não, não pode.
Como falei, esse é um arroz molhadinho mesmo, papinha. E eu adoro. Mas o meu chegou a começar a querer desmanchar o arroz. Tudo por que ficou na panela depois de pronto. Eu até cozinhei no ponto ideal, mas....

Na minha segunda tentativa de preparo, vai dar certo e já aviso: obedeçam a regra de servir imediatamente. Ou tentem parar um pouco antes. Mesmo assim, acho que os sucos do arroz, que fica mesmo meio caldoso, secam se ele fica pronto na panela esperando muito pra servir.

Ah! Na receita abaixo contém alguns ingredientes que não usei (ou por não encontrar aqui ou por preferir a versão sem mesmo): almeijoas (são como vôngoles um pouco maiores), pimentão verde (acho que rouba muito o gosto), arroz eu usei o nosso normal mesmo e por minha conta mas indicado pelo Luis, acrescentei além do coentro, hortelã. Ficou muito bom!
Vamos à receita!
Me digam depois o que acharam!
E obrigada, Luis!

INGREDIENTES:
1,300 kg de lombo de tamboril limpo
250 gr tomate sem pele e sem sementes (pode ser tomate aos cubos de lata)
250 gr cebola
200 gr pimento verde
200 gr pimento vermelho
30 gr alho fresco
2,5 dcl de azeite virgem (0,7 de acidez)
2 dcl de vinho branco
30 gr coentros frescos
400 gr arroz carolino
450 gr de gambas (CAMAROES)
450 gr de amêijoa preta do Algarve fresca já depurada
15 gr piri piri (picante) - é aquele molho vermelhinho de pimenta
30 gr limão (sumo)
20 gr de sal
2l de caldo de peixe e camarão

Cortar o tamboril aos cubos pequenos de 2cm x 2cm, temperar com sal e sumo de limão e reservar. Descascar as gambas e reservar. Com as espinhas do tamboril e as cascas das gambas fazer um caldo de peixe, deixando ferver apenas (eu fiz o meu caldo de tamboril com as aparas do filé de peixe mesmo). Colocar numa panela ao fogo o azeite, adicionar os pimentos cortados muito pequenos, o tomate e a cebola. refrescar com vinho branco. deixar refogar. Adicionar logo de seguida o alho também picado finamente. Após alourar, adicionar o caldo de peixe e gambas já coado. Deixar levantar fervura e cozer durante 15 minutos. Adicionar o arroz e deixar cozer mais 16 minutos em fogo lento. Quando o arroz estiver quase aberto, adicionar o peixe, as gambas descascadas e as amêijoas. Deixar ferver mais 6/8 minutos. Temperar de sal, piri-piri e colocar os coentros picados grosseiramente só no final.
Servir de imediato e muito caldoso.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

ESPECIAL PORTUGAL - Impossível comer só um "bocadinho"

Um bom motivo - diria excelente - me traz de volta, para tirar a poeira desse blog! (fora o fato de meu irmão ter dito ontem que estava com saudades do BLOG! Me emocionou... senti que o "BOCA" tava fazendo falta na vida de UMA pessoa!;-) )



Há duas semanas estive em Portugal! Sempre tive muita vontade de conhecer esse país. Nunca soube bem porquê. Mas agora sei. Come-se bem e bebe-se idem por lá. Os portugueses são fãs da boa mesa. E seja a mais simples, mas que seja boa. Eles gostam de curtir a vida, sentar em um café, apreciar a vista, escolher sempre um vinho para acompanhar a refeição (não raro a 7 euros!). Tudo o que eu gosto também.

Estive em Lisboa, Cascais e Setubal. Fui a trabalho mas deu para conhecer um pouquinho alguns lugares. E em cada lugar, tive uma experiência marcante, gastronomicamente falando.


LISBOA


Quando estava a caminho de Lisboa, muitas pessoas aqui do Brasil me deram dicas de lugares para ir. Mas chegando lá, resolvi me deixar levar pelas mãos dos portugueses com quem trabalhei e acabei conhecendo lugares que os portugueses frequentam de fato. Pra mim, são os melhores lugares!


Quem me conhece sabe o que a passagem a seguir significa pra mim. Eis que fui parar num restaurante indicado pelo produtor portugês que estava trabalhando comigo. O Nome do restaurante? Sem Nome. Já gostei.


O Sem Nome é daqueles restaurantes de família onde o dono fica no salão com o filho e a nora. A esposa fica na cozinha. O salão é sem glamour algum. Mas a comida....





Quando sentamos, eis que surge na mesa um prato farto de presunto cru cortado na hora em finas fatias e um outro prato fartíssimo de camarões cozidos, pra se comer descascando com a mão e comer frio. Perguntei ao Luis se ele havia pedido e ele: "não, aqui é assim mesmo, o dono manda umas coisas na mesa sem a gente pedir". Já gostei mais ainda! Mais que isso: naquela hora, o dono do Sem Nome me ganhou!







Cada dia, há um cardápio (que é uma folha escrita a mão) no restaurante, com os peixes frescos do dia. Os peixes e carnes ficam num refrigerador na entrada do restaurante e você pode ver o que há de fresco ali. Isso é bem comum na maioria dos restaurantes que fui.


Bom, não preciso dizer que nos 6 dias que fiquei em Portugal, voltei 3 vezes ao O Sem Nome. Comi uma posta linda de bacalhau cozida com batatas e grão de bico (sensacional, foto acima) a 9 euros! Experimentei ainda choco frito (uma espécie de lula porém maior e mais macia), me deliciei com os carapaus fritos e no último dia experimentei o borrego estufado (é um cordeiro cozido em molho).


Em um certo dia, queria experimentar a tal sopa alentejana. "Tem?", perguntei ao dono. E ele: "não, mas a gente faz agora". É ou não é tudo o que a gente quer ouvir?


Estive ainda em outros lugares de Lisboa e que gostei muito - como, óbvio, os pasteis de Belém - mas o Sem Nome foi o lugar que de fato me marcou e onde eu com certeza quero voltar e indicaria aos amigos!


Dentre os locais indicados pelos amigos, o Luis aceitou me levar no Pinoquio. Muito simpático, comi um bom arroz de pato. Vale a visita, com certeza, para experimentar outras delícias.


No famoso Solar dos Presuntos - que todo mundo me indicou - não fui pois me disseram que a conta ia para cerca de 100 euros! Ora, se eu estava comendo tão bem nesses locais a 15, 20 euros a conta final, pra que pagar tão caro?


CASCAIS


Cascais é uma cidadezinha bem charmosa. Mas a minha fome mesmo eu fui matar um pouco mais à frente, em Malveira da Serra. Fui atrás do que, me disseram, ser o melhor cozido a portuguesa de Portugal. E se é o melhor ou não, não posso afirmar pois só comi esse por lá. Mas posso dizer que valeu a mini viagem pela serrinha que me levou até esse lugar.




Diferentemente do cozido que estou acostumada a comer no Brasil, lá os legumes não são tão variados: batata, cenoura, repolho, couve, vagem e grão de bico. Já as carnes.... tinha carne de boi, costela de porco, bacon e muitos tipos de linguiça (lá chamada de enchidos): linguiça de sangue, morcela, farinheira (uma linguiça de textura diferente, como uma massa), linguiça portuguesa... essas são as que me lembro! Cada uma com um gosto peculiar, diferente uma da outra. Uma viagem de sabores mesmo! Se você olhar e não gostar da cara, experimente mesmo assim! Por favor, vai....


Tirando o fato de que cometi a insanidade de comer um cozido a portuguesa à noite, de resto foi perfeito.


SETUBAL


Ah..... Setubal....


Setubal é um lugar que talvez você turista não vá caso esteja em Lisboa.... Eu que fui a trabalho e precisei ir a Setubal por vários dias. Mas quando eu voltar a Lisboa, tentarei um dia ir almoçar novamente em Setubal.


Nessa cidade a uns 30 minutos de Lisboa, pegando a ponte 25 de abril em direção ao Alentejo, há uma grande tradição de pesca. Todos os dias, o mercado e os restaurantes da cidade são abastecidos de peixes e frutos do mar fresquíssimos! Como fui vários dias lá, posso dizer que foram os melhores peixes que comi em Portugal e quiçá na vida!

Em Setubal, vários restaurantes tem a tradição de fazer o pescado na brasa. Por isso, possuem uma churrasqueira na porta. Num desses lugares que paramos para almoçar (chama Peixe Assado), pude escolher o meu próprio linguado, que foi direto para a brasa apenas com sal grosso por cima. Uma saladinha e batatas cozidas para acompanhar, e o banquete estava feito!

Claro que não manipulo um linguado com a maestria que os portugueses fazem na hora de tirar a espinha e tudo o mais, mas mesmo assim, foi tudo de bom.


Num outro restaurante, Marisqueira Fernando, comi uma garoupa ensopada que veio à mesa numa panela bem velhinha.... já gostei.


Num outro, provei as famosas almeijoas a Bulhão Pato. Isso ninguém pode deixar de comer em Portugal. É bem tradicional nos restaurantes. E ai, se possível, use o pão servido para molhar bem no caldinho. Em qualquer restaurante, se tiver almeijoas a bulhao pato, peça!


E não saí de lá sem comer as sardinhas portuguesas (foto acima), fresquíssimas, acompanhadas de salada!


Digo sem medo que em qualquer restaurante de Setubal em que me sentei para comer - ainda que eu e os portugueses que estavam trabalhando comigo não tivêssemos nenhuma indicação se era bom ou não - comi MUITO bem.


Além disso, como se já não bastasse, estava eu andando na rua da cidade quando avistei uma casa branca e azul bem típica, com o nome na porta: Tortas de Azeitão. Era como uma casa de doces, meio um café. Entrei. Ainda bem. Tortas de azeitão são pedaços do céu em forma de doce... Uma camada fina de uma espécie de pão-de-ló e dentro um doce mole de ovos... sem palavras. Devia ter trazido para casa! Ou ter tido "barriga" pra comer mais!!!














O SEGREDO DAS BATATAS COZIDAS PORTUGUESAS!!!

Pra fechar com chave de ouro esse post, uma dica preciosa! Descobri que em Portugal, arroz é um acompanhamento não tão usual como pra gente aqui no Brasil. Lá, a maioria das comidas vem acompanhada de batata cozida. E fiquei muito curiosa por que achei as batatas de lá mais saborosas do que as daqui. E descobri o segredo delas! São cozidas em água, sal e uma folha de louro. O sabor é sutil, mas faz uma diferença.... Anota essa e experimenta! E depois me agrdeça!

E espere o próximo post, uma receita de arroz de Tamboril - prato típico de Portugal.
Juro que vou postar!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

DETALHES NADA PEQUENOS DE NÓS DOIS!

Tão importante quanto o uso de bons ingredientes e uma boa execução de um prato, os detalhes podem fazer toda diferença.
Nada é perfeito e em se falando de restaurantes, de comida, um dia nunca é igual ao outro. Mas o cuidado com os detalhes me fazem guardar aquela experiência, aquele lugar, num lugar especial da minha memória.

Nunca esqueci de um dia que fui almoçar num restaurante em Salvador, chamado Salvador Dali. A comida estava boa, eu voltaria por ela. Mas um detalhe, bem no fim do almoço me conquistou de vez. Pedi um café e quando o garçom colocou o pires na mesa, caiu café da xicara. O garçom imediatamente retirou a xícara, me pediu desculpas e me trouxe logo um novo café.
Eu não pediria para trocar, não reclamaria. Mas que é chato beber café pingando da xícara naquela pocinha no pires, isso é. Fora que quando cai um pouco, adeus aquela espuminha de cima. Ou seja, detalhe. Mas me conquistou.

Essa semana levei minha mãe pra conhecer a Roberta Sudbrack. Eu sei que falo muito sobre ela, sobre a comida dela, sobre o restaurante dela. Mas em que outro lugar eu chego, naquele dia explodindo de cólica e me achando o ó, que o maitre me recebe, como se estivesse adivinhando, dizendo: "dona Luciana, que bom tê-lá conosco! Está tão bonita!"?! Detalhe.... Que me fez sentir em casa e até curtir o jantar sem dor!

Detalhes podem te fazer odiar uma experiência também. Mas dessas não estou a fim de falar. não.

Celebremos, pois, os detalhes, minha gente! Detalhe é sinal de cuidado, de amor ao que se faz, é dizer para as pessoas que elas são importantes pra você. Como dia a Sudbrack, é uma reverência ao simples.

Não é chatice, pentelhação, como muitas pessoas pensam.

Viva quem preza pelo detalhe! Viva viva viva!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O MELHOR DA BRIGA É FAZER AS PAZES

Nos últimos 10 dias, passei por duas experiências gastronômicas que me deixaram muito feliz, pelo mesmo motivo. Nas duas, a conclusão foi: como é bom fazer as pazes com os lugares que você quase riscou do seu caderninho. Dizem que o melhor da briga é fazer as pazes. Hoje, mais do que nunca, acho que essa máxima vai muito além da relação marido e mulher.

Sim, comecei esse post pelo final. Mas isso é, de fato, o mais importante que eu gostaria de falar. Então, se você ainda quiser saber mais detalhes, fica mais um pouquinho aqui e continua lendo.
Primeiro destino revisitado foi o Brasserie CT, do Claude Troisgros, no shopping Fashion Mall. As duas últimas vezes que fui lá, comi muito mal. O frango, especialidade da casa, veio totalmente cru. O atendimento estava péssimo. Isso só pra citar poucos exemplos.

Pois bem. Sábado passado, a procura de um restaurante para trabalhar num roteiro com um amigo, lembrei de lá. Condições impostas por ele: tem que ter ar condicionado, não pode ter mesas muito coladas, um bom vinho branco e toalhas brancas. O Brasserie CT atende a tudo isso e ainda tem um ótimo Wi-fi que eu já tinha usado antes. Mas avisei logo pra ele: a única coisa é que a comida deixa muito a desejar pra não dizer que é ruim. Ele olhou o site (e elogiou) e falou: vamos lá mesmo.

E foi ótimo. O atendimento do garçom Marcio estava impecável. Nos auxiliou na escolha de bons vinhos. Escolhemos um ceviche com abacate e quinoa de entrada, que estava muito fresco e saboroso. Azedinho como eu gosto. Depois, eu fui num namorado com ratatoule - excelente - e ele num magret de pato - que estava absolutamente no ponto ideal, suculento, saboroso.
De sobremesa, comi um profiteroles delicioso.

Saí de lá trilili, com o trabalho muito bem encaminhado e feliz da vida de ter comido tão bem!













A segunda reconciliação que fiz foi com o Le Vin, no Barra Shopping. Na verdade, a primeira vez qu eu fui lá, só comi sobremesa. Mas fui com muita expectativas. Me falavam muito bem de lá. Saí do Zuca sem comer sobremesa por aque achei tudo sem graça. Sentei no Le Vin quando soube que tinha Tarte Tatin! Eu amo Tarte Tatin e sei que não é fácil achar uma boa. Mas num restaurante francês, muito bem falado, achei que não tinha erro. Ainda mais quando o garçom disse na segurança: é o melhor Tarte Tatin que você já comeu.

Bom, veio a Tarte Tatin e também o creme Brulee do meu amigo. Os dois estavam ruins. O creme brulée menos, mas a tarte tatin.... tsc tsc tsc. Nem de longe era caramelada, nem de londe tinha a massa ideal, nem de longe era uma tarte tatin.

Eis que hoje fui jantar lá com os mesmos amigos da empreitada da sobremesa. Comi um excelente steak tartar com fritas. Temperado no ponto, sem ser enjoado, as batatas sequinhas. As sobremesas foram o auge dessa vez: ovos nevados com creme de baunilha, sopa de morangos com sorvete de creme e profiteroles. Meus ovos nevados estavam uma maravilha. Tudo numa combinação perfeita, leve, ideal para fechar com chave de ouro o jantar. A sopa de morangos estava fresca, cheirosa. O profiteroles eu não provei mas estava com uma cara linda e um cheiro do chocolate de arrepiar.

Saí do Le Vin querendo voltar muito em breve para comer o bouef bourguignon e o arroz de pato.

E assim terminam as minhas histórias de reconciliação com esses dois restaurantes que voltaram a fazer bonito e a brilhar no meu caderninho de opções. Anota aí no de vocês também e depois me contem como foi.








quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

NA ALTA GASTRONOMIA, DETALHES FAZEM DIFERENÇA

Que saudades estava eu de escrever aqui! Rolou uma preguicinha, confesso.
Mas nos últimos dias, algumas pessoas me disseram: "li o blog", "escreve mais". Então, especialmente para a Ingrid, o Alexandre Pimenta e o Nicolau, vamos falar sobre os detalhes tão importantes quando falamos de alta gastronomia. Vamos falar do dia em que eu conheci, finalmente, o Olympe, do Claude Troigros.

Bom, já começa que o restauranteé do Claude mas o chef que fica lá é o filho dele, o Thomaz. Ou seja, se você pedir o menu confiance, como eu fiz, que segundo o maitre são 4 pratos de livre criação do chef - um jantar ás escuras -, você precisa saber que a sua confiança será depositada num chef que não é o Claude, apesar de você estar no restaurante dele.

Sabido isso, você a essa altura já terá na sua mesa o couvert que nada mais é do que pão fatiado coberto com queijo, manteiga e biscoito polvilho. Até aí, ok. A menos que você ao final de tudo tenha escolhido o menu confiance, de R$ 198,00, e na hora da conta o restaurante te cobre R$ 10,00 por pessoa pelo couvert. Veja bem, não é pelo valor. Se você se dispôs a pagar R$ 198,00 por um jantar (sem o vinho ainda), não serão R$ 10,00 que tirarão seu sono. Mas é pela delicadeza de entender que aquela pessoa se entregou a uma experiência diferenciada que não escolher um prato principal do menu fixo e uma sobremesa. Sim, é um detalhe, mas como já disse, detalhes fazem a diferença.

Posto tudo isso, vamos ao jantar. O menu confiance consiste em uma entrada fria, uma entrada quente, um peixe e uma carne. A sobremesa está incluída mas você, dessa vez, não é surpreendido e sim escolhe uma das opçõpes do cardápio. A minha amiga resolveu, ainda assim, desafiar o chef e pedir uma surpresa. Eu nao, escolhi o suspiro com limão siciliano. Resultado: me dei melhor que ela pois a suspresa não teve nenhuma graça.

Já os pratos do menu confiance estavam bem gostosos. Primeiro veio uma espécie de rocambole frio de peixes crus, depois um ravioloni de abóbora. O prato principal de peixe era um linguado muito gostoso e a carne era um magret de pato. Tudo estava gostoso, saboroso. Mas nada impressionou, nada foi criativo a ponto de me surpreender. Exceto uma coisa: o acompanhamento do magret de pato (que estava um pouco seco). Era um purê de maçã e maracujá sob endivias grelhadas. O amargo da endívia com o adocicado do purê fizeram um casamento muito feliz.

Se eu voltaria? Sim, voltaria. Como disse, estava tudo gostoso, comi muito bem.Boas execuções também fazem parte da lista dos detalhes que fazem toda diferença. Mas minhas próximas investidas lá, a quem possa interessar, serão: a codorna recheada ou o cherne e de sobremesa a combinação de breme brulee com mousse de chocolate. Espero que dê assunto para um próximo post.

Olympe: Rua Custódio Serrão, 62. Tel. (21) 2539-4542
PS: Quando eu liguei para pedir informações de como chegar, atendeu o maitre que era estrangeiro. Até agora não descobri se ele era francês ou russo, mas o fato é que ele não entendia a minha pergunta e tampouco me deu referências de como chegar. Ainda bem que uma alma boa de um garçom pegou o telefone da mào dele e pôde me ajudar! SEndo assim, lá vai a dica: vai pela rua Jardim Botanico sentido ipanema-humaitá, entra a direita na Rua Frei Leandro. É na esquina a esquerda.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

GEPETTO - só indo pra ver!

Uma vez meu sobrinho Lucas, de 9 anos, que mora em São Paulo, me falou ao sair do Gepetto: "Tia, você tem muita sorte de morar perto desse restaurante!". Eu achei engraçado. Ele é um bom de garfo mas achei que ele falava mais do parquinho do restaurante do que propriamente da comida. O Gepetto tem um parque nos fundos do salão com brinquedos e até um local fechado onde ficam algumas aves inclusive um pavão que divertem a garotada e dá tranquilidade aos pais enquanto comem.

Mas não seria estranho se esse comentário do meu sobrinho fosse por causa da comida mesmo. Na verdade, até hoje não sei se foi. O Gepetto é daqueles restaurantes que agradam a família toda, inclusive as crianças. Daqueles que você tem que ir quando quer comer algo certeiro, simples, sem fru fru. Quando seu paladar está mais querendo ir para uma festinha em casa de amigos do que para uma noitada esporte fino.


Para quem mora na zona sul do Rio, pode parecer meio longe. Afinal, o Gepetto fica em Vargem Grande. Mas vale a esticada quando se quer comer uma boa carne, uma farofa honesta e uma batata frita digna de ser colocada no alto do pódio do seu ranking das batatas fritas. Eu não sou tarada por batata frita. Mas a do Gepetto é quase inexplicável. Eu também já comi lá um filé a parmegiana e estava do jeito que eu gosto: com bastante molho, queijo puxadinho na medida. Isso sem falar nas pizzas, bem despretenciosas, que podem ser uma excelente entrada.
O ambiente em si do Gepetto é todo muito simples, quando cheio um pouco tumultuado e jamais em tempo algum peça vinho. As opções são pobres pobres de marré marre. Mas é um ambiente familiar, daqueles poucos em que você pode ir com um grupo. E de novo: excelente para ir com crianças.
O melhor vem no final: a conta, pois o preço é bem honesto!
Eu já havia escrito sobre o Gepetto e só no final desse post que me dei conta. Fui reler e vi que quando fui da segunda vez, gostei ainda mais. Se quiserem ver o primeiro post, cliquem aqui.
Gepetto: EStrada dos Bandeirantes, 23417. Vargem Grande. Tel.: 2428-1100

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

COMO É BOM SE SURPREENDER

Eu não gosto de passas. Mas quando eu vejo que um prato foi elaborado de forma que passas fazem sentido, eu não deixo de comer e muito menos separo as passas.
Arroz com passas, não como. Nao vejo sentido. Mas apfelstrudel com passas eu como. Vejo sentido.
E assim eu sigo. De maneira que poucas vezes eu deixo de provar algo e não raro eu me surpreendo positivamente e vejo como se permitir experiências novas é bom quando o assunto é comida.

Hoje foi um dia desses. Fui conhecer o restaurante Domitila, da Larrissa Aguiar, em São Paulo. É um buffet executivo, daqueles restaurantes bem pra quem trabalha ali pela região do Itaim. Já devia essa visita a ela e também estava curiosa para conhecer a proposta da qual ela fala com tanto orgulho. Larissa tem uma história de empreendorismo que me fascinou desde que a conheci.

Confesso que já na entrada, vendo o buffet montado, já fiquei com invejinha de quem tem aquela opção de almoço perto do trabalho. A minha realidade nesse assunto é tão dura que metade daquela intenção da Larrisa pra mim já estaria excelente. Porque comida do dia a dia, naquela uma horinha que temos no trabalho, precisa ser ruim? Larissa mostra que, com amor ao que se faz e servindo comida temperada na honestidade, isso pode ser diferente.

Bom, mas papo vai, papo vem, um belo cuscus paulista de palmito pupunha aqui, uma deliciosa beringela com castanha picadinha em cima ali, uma inacreditável endívia recheada com pera assada cá, um pão de escarola e tomate molhadinho acolá e eis que chega a hora da sobremesa. Eu já sabia quais eram as duas opções: creme de abacate com crocante de castanha e creme de cupuaçu com brigadeiro meio amargo. Não tive dúvida e já pedi que ela guardasse pra mim: creme de abacate, oras.

Primeiro porque eu amo abacate. Segundo por que, confesso, não sou muito fã de cupuaçu. E poucas vezes peço sobremesas de chocolate. Mas... no meio do caminho havia Larrisa, havia Larissa no meio do caminho. Não é que ela mandou vir as duas à mesa pra eu provar? Ok, não era uma tarefa lá muito dura, ne? Comecei com o creme de abacate e raspei o prato. Eu sabia que tinha ainda um segundo round mas estava bom demais!

Aí, fui lá eu provar a segunda sobremesa. Nào foi por delicadeza, não. O negócio tava bonito.... No que coloquei a colher pra pegar as duas camadas juntas e levei à boca.... hummmmmmmmmmm..... Bingo! Fui pega! Agradeci ter provado, agradeci o fato de a Larissa nem ter perguntado se seu queria! E me vi naquela situação descrita no começo do post. Gostei tanto que, mesmo o creme de abacate estando tão bom, não sei dizer do que gostei mais.

Larissa, parabéns pelo seu projeto, foco e dedicação.

Paulistanos, se permitam um almoço no Domitila mesmo se você não trabalhar por ali. Você vai, assim como eu, se surpreender com alguma coisa.

Domitila - Rua Clodomiro Amazonas, 99, Itaim, São Paulo.




segunda-feira, 18 de outubro de 2010

A MELHOR COMIDA DO MUNDO - sem sacanagem, é a da minha mãe

Sou de uma família de italianos, do lado de pai e mãe. Na cidade onde meus pais nasceram, no interior de São Paulo, talvez 90% da população seja de descendência italiana. Em Tietê, a 150 KM da capital paulista, é comum ter o sobrenome só do pai (como é o meu), as festas religiosas são as mais tradicionais e todas as comemorações são com muita gente, a familia toda, em volta de uma mesa, com muita fartura de comida e bebida. Os almoços são demorados. A agricultura ainda faz parte da tradição. É comum as famílilas terem horta e pés de frutas nos jardins de suas casas. A vida passa devagar por lá. Pelo menos pelos meus óculos, de quem vive no Rio.

Curiosidades sobre Tietê sempre me ficaram na cabeça, como por exemplo: um restaurante pra durar lá é difícil... Padaria tem de monte. Uma em cada esquina. Mas restaurante... Alguns poucos a kilo que funcionam durante a semana. Em Tietê as pessoas almoçam em casa.

Na minha família, minhas avós cozinhavam mas tenho poucas lembranças da comida delas. As perdi muito cedo. Da minha avó paterna, um doce de abacaxi. Da materna, tenho mais: ela morava no sítio e com o leite que meu avô tirava da vaca de manhã bem cedo ( e que por muitas vezes eu acordava para levar meu copinho com açúcar para ele encher direto da ordenha) ela fazia queijo. E guardava um inteiro pra mim pra quando eu chegasse do Rio. Eu amava aquele queijo, o melhor queijo fresco que já comi até hoje. Ela também fazia massa de torteli, ravioli, etc.

Minha mãe aprendeu a cozinhar com minha vó mas com certeza ela tem um dom maior. Quando eu era pequena, iogurte e geléia eram caros. Minha mãe então fazia. E que saudade tenho daquele iogurte! Lá em casa, crescemos almoçando e jantando comida boa, feita pela minha mãe. Arroz, feijão, carne, muito peixe, um legume refogado e salada, sempre! Nào tinha essa de lanchar, era janta mesmo! Então eu, meu pai e meus irmãos comemos bem, temos bom paladar, pra nos enganar é difícil. Mas enganar a minha mãe, é pior. Desde a compra do ingrediente até na hora de fazer, hoje fico observando e queria estar mais perto para poder aprender mais. Tudo é simples mas divinamente saboroso. Meu sobrinho é bom de garfo e eu acho que muito desse jeito dele de comer de tudo e gostar de tudo é pela convivência com a comida da minha mãe. Ele diz que o ingrediente que ela mais usa é o amor. "nisso ela exagera!", me disse um dia do alto dos seus 9 anos. Eu acho que ele tem razão.

Enfim, nos últimos dias eu tenho tentado aproveitar cada minuto da possibilidade de comer a comida da Dona Gê (nome da minha màe), afinal moramos longe uma da outra. Quando estou em São Paulo ou no sítio, é uma alegria. Nesse post queria dividir com vocês a polenta com frango caipira que ela fez no aniversário do meu pai. Receita da mãe dela, com um molho de fazer flutuar. Uma simplicidade que é puro requinte. Só não comi ajoelhada por que as mesas lá de casa são animadas pra chuchu! (como vcs podem perceber pelo áudio do vídeo abaixo, é um falatório sem parar!)

video

Depois dessa polenta, um almoço improvisado, segundo ela, antes de eu voltar pra casa: arroz e feijão frescos, repolho refogado e carne moída. Pra voltar ainda mais no tempo, eu coloquei uma bananinha do lado. A carne moída da D. Gê é diferente, é algo. Uma amiga, Fernanda, não come carne moída e quando comeu a da minha màe não acreditou. Perguntou o segredo: alcatra moída e não carne de segunda. A carne é bem sequinha, não fica com gosto de carne crua. E o tempero: tomate picadinho sem semente, salsinha, cebola, limào e um tempero de família que ela e todas as irmãs delas, minhas tias, fazem que é ouro em pó pra temperar. A quantidade é um mistério mas vai muito alho, manjerona, muita salsa, sal, cebola e óleo só pra ajudar a bater. É isso. Sempre tem um pote aqui em casa.

Todo esse post é pra dividir um pouco minhas origens, quem eu sou e fazer uma homenagem à comida caseira, principalmente a da minha mãe. Outro dia fui almoçar na Pousada Alcobaça, da Dona Laura. Ela é muito festejada pela carne assada e pela comida caseira que faz lá em Petrópolis. Longe de desmerecer a Dona Laura pois a comida dela é uma delícia, daquelas que faz você sentir o gosto de tudo, mas a minha mãe se abrisse um restaurante aqui no Rio faria tanto ou mais sucesso que ela. Quando fui comer na Alcobaça, saí com uma saudade da Dona Gê....

APPLEBEE`S - Fuçando o sabor aparece! Vai por mim!

Morando na Barra da Tijuca, você vai acabar, uma hora ou outra, experimentando esses restaurantes americanizados por aqui. Não tem jeito. Ainda que a cada dia vamos ganhando novas opções por aqui. Mas não tem jeito. Um dia você vai cair no Outback - e pode até descobrir que ali tem um bom corte de carne -, no Fridays - e descobrir que ali nem a fritura presta - e no Joe & Leo`s - e ficar triste ao perceber que o que era bom ali tá cada dia mais sem gosto.

Pois dia desses caí no Applebee`s, no New York City Center. Inaugurado em 2007 - apesar de a rede estar no Brasil desde 2004 - eu nunca tinha ido. Muito por que fujo do NYCC. Mas ao entrar no restaurante já gostei do ambiente. Jovem, animado, cheio, claro, atendimento simpático... Já tirei um dos meus dois pés atrás.

Animados com os drinks, coloridos e saborosos (tomei o meu de gut gut), fomos fazendo um rodízio de quitutes pra experimentar várias coisinhas. Mais americano, impossible. E eis que, em meio a várias itens do cardápio que visitaram nossa mesa, uma coisa me pegou no contrapé: o BBQ Pulled Pork Sliders. Hein? Hã? Esse nome todo todo nada mais é do que um mini sanduíche saboroso, suculento, de pão bem macio e recheado de costela de porco defumada desfiada e banhada levemente num molho (acho que barbecue) com fatias de picles. Sem dúvida, foi o que de melhor comi ali, ainda que os outros pedidos também estivessem gostosos. Mais do que ser o que de melhor comi ali, me deixou saudades e na próxima vez eu vou só ficar nele. Sim, senhores, poderá sim existir uma próxima vez! Tudo culpa desse senhor aí. O gosto é quase caseiro, o que me deixou impressionada numa rede de burguers e afins como essa. Com um pinguinho de um dos 5 tipos de Tabasco que eles oferecem, fica imperdível.

Ao final dos salgados, fui pro doce. E aí..... Confesso que essas sobremesas enormes, desses restaurantes americanos, me deixam confusa e enjoada. Nào gosto de sobremesa com nome de "trovão" e coisas do tipo. Mas o casal que estava comigo pediu a torta de maçà e eu disse pra mim mesma: experimenta!. Ainda bem. Amigos, trata-se de uma torta de maçã com pouca massa embaixo, uma camada crust de nozes em cima, que vem numa tábua de ferro quente, com sorvete de creme e calda de caramelo. É de fato muito boa. Tudo combina e a calda de caramelo é uma C-O-I-S-A! Você joga a calda, ela desce sobre a torta, bate no ferro quente, borbulha e tudo fica mais perfeito ainda!
Enfim, depois de um cinema, o Applebee`s me pegou de jeito e me mostrou que é americano, sim. Mas que nem por isso abre mão do sabor. Já tô ficando com vontade de comer um sanduichinho de costela daqueles....


Applebee`s: Avenida das Américas 5000. tel.: 2432-4732. Funciona das 12h às 23h, sendo sexta e sábado até 1h.
Outros enderços em www.applebees.com.br

LA FIORENTINA - Não vive só da tradição

Depois dos 3 útimos posts pauslitas, olhei pra minha listinha de posts a fazer (nunca mais vou deixar acumular, prometo) e escolhi o mais carioca deles: o La fiorentina, no Leme.

Há cerca de um mês fui lá com um amigo, morador do Leme. Esse meu amigo é daqueles que você bate o olho e logo vê que lugares tradicionais são com ele mesmo. O La Fiorentina foi fundado em 1957 e foi muito frequentado por artistas e pela boemia carioca. Ah, sim. Lugares boêmios é com ele também! Do meu lado, bateu uma vontade enorme de revisitar aquele restaurante que frequentei tanto nas madrugadas, pós fechamento, quando trabalhava na Abril, em Botafogo. Faz só uns 7, 8 anos.... E era sempre uma certeza de comida boa, de aconchego depois do trabalho intenso. Ia para casa felizinha.

Nesse almoço com meu amigo, Rodrigo, não foi diferente. Sentamos na agradável varanda, com vista para a praia do Leme e para a estátua de bronze do compositor Ary Barroso. Um vinho regou o papo mas quando a comida foi chegando que percebi que ali, graças a São Lourenzo, o sabor ia além da tradição.

Como entrada, pedimos o clássico camarão à fiorentina, marinado no vinho branco, alho, azeite, pimenta e limão. Saboroso, no ponto ideal do camarão. Acompanhado pela focaccia da casa, então.... era um excelente começo!





Como a entrada veio em porção generosa, o prato principal nós decidimos dividir e ver como ficava a fome. Escolhemos o arroz de polvo com brócolis. Confesso que fiquei curiosa mas ao mesmo tempo medrosa pois polvo é aquilo: ou é muito bom ou é muito ruim. Não tem meio termo, não tem um "dá pra comer". Respirei fundo e pedimos! Ainda bem! A quantidade veio na medida pra nós dois, o polvo era em fartura assim como o brócolis, bem picadinho e misturado no arroz. Me acabei!

Eu até lembro que a gente comeu sobremesa, que estava boa, mas não lembro o que era. Nada que eu devesse falar pra vocês não comerem mas também não deve ter ficado à altura do prato principal.

Saí do La Fiorentina com uma sensação muito boa e principalmente: de que o que eu paguei estava condizente com o que comi.

E pra não dizer que não falei das rosas, o único senão do almoço foi um leve deboche do garçom no atendimento (odeio deboche). Nada que o maitrê nào tenho consertado depois.

La Fiorentina: Avenida Atlântica, 458, Leme. Tel.: 2543-8395. Durante a semana, fica aberto até as 2h! e aos sábados, até as 4h! Viva!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

ZENA CAFÉ - o melhor gnhocci do mundo!

Nossa, quanto tempo não escrevia aqui.
Vocês estão autorizados a me dar bronca, ok?

Vamos lá. Hoje me deu um vontade súbita de comer o gnhocci do Zena Caffe, em São Paulo. Como moro no Rio, não foi possível. Foi então que percebi que depois da minha visita (a primeira por enquant0) ao restaurante do Ca Bertolazzi, não escrevi sobre o local aqui no Blog! Quanta injustiça! Ora, se escrevo com fervor aqui dos lugares que não gosto, os que gosto - e muito - precisam ter o mesmo destaque.

Bom, a noite começou com a cia da maravilhosa Li, da Casa da Li (aspicuelta, 23 - todos precisam conhecer um dia na vida!). Meio caminho andado para uma noite agradável. Melhorou demais quando conheci o Ca. E mais ainda quando a esposa dele, Fabiana, gravidíssima, sentou conosco à mesa. Uma olhada em volta e o charme da decoração despretenciosa me conquistou. Cá me explicou a proposta do restaurante: cardápio todo baseado na culinária da Ligúria, região norte da Itália. Já fiquei curiosa...

Quando começamos a comer, aí sim a noite começou. Primeiro, desfile de focaccias. Depois, focaccia ripiena, uma massa muito fina e crocante (inexplicável) recheada de um queijo que jamais havia comido na vida: stracchino. Essa focaccia é típica de Recco (na Ligúria). E finalmente, o gnhocci!!!!

Quem me conhece sabe que eu não sou propriamente uma fã ardorosa de gnhocci. Mas às vezes sinto vontade e quando como um realmente bom... bom, aí o negócio passa a ser sério. Foi o que rolou no Zena. Fiquei curiosa pra comer vários outros pratos mas todos me recomendaram muito o gnhocci. E ainda bem que segui as dicas!

Como tínhamos comido bastante antes, dividimos um gnhocci (eu a Li). Ela já tinha terminado e eu continuava a raspar o restinho do molho de tomate, do queijo (stracchino tb, derretidíssimo no meio no prato, uma coisa!), de tudo! Que feio, Boca!!! Mas que delícia! E pensar que o gnhocci, coitadinho, foi parar no cardápio por acaso. Viva o acaso!

Enfim, saí desse jantar com a certeza de que já descobri o lugar pra se comer gnhocci: no Zena Caffe. E saí também sabendo que aquele queijo me deixaria saudades!

Uma pena imensa que as fotos que eu tirei desse banquete tenham ficado tão escuras que não é possível ver nada, nadinha, nadica. Mas algo me diz que isso é pra aque eu volte e tente tudo outraz vez pra garantir a foto!

Zena Caffe: Rua Peixoto Gomide, 1901. Jardim paulista - São Paulo. Tel. (11) 3081-2158

Cotação da BOca: colher de sopa!

domingo, 22 de agosto de 2010

TAPPO - italiano com charme e gosto!

Está sendo muito bom conhecer novos lugares em São Paulo.
Como já escrevi aqui várias vezes, sou fiel às coisas que gosto, principalmente quando o assunto é comida. De um lado é bom mas de outro é ruim porque acabo indo sempre aos mesmos restaurantes. Nesses mesmos restaurantes, sempre estou aberta para conhecer novos sabores e pratos. Mas principalmente quando estou numa cidade diferente da que eu moro, acabo querendo ir nos que eu já conheço até pra reviver as delícias.
Porém, nas minhas últimas idas a São Paulo, voltei para o hotel com uma sensação maravilhosa, barriguinha feliz e novos amigos.
Uma dessas empreitadas foi no Tappo Tratoria, o restaurante italiano do Chef Benny Novak.
Pequeno, muito charmoso e badalado. Foi assim que encontrei o restaurante na noite em que estive por lá. Dei sorte de, sem reserva, conseguir uma última mesinha.
Na escolha do que comer, segui as dicas do próprio Benny e pedi 3 pratos, em meia porção, que ainda dividi com a minha amiga, além da entrada. Foi ótimo por que provei algumas delícias desse chef, que ainda é dono do Dinner 210 e do Ici. Se você for lá pela primeira vez, recomendo que faça como eu.

Nossas 3 massas foram: bucattini con le sarde, papardelle bolonhesa e spaguetti a carbonara. Com toda honestidade, não sei dizer qual foi meu preferido. Tenho a impressão que da próxima vez que eu for ao Tappo, vou querer repetir todos eles.
O bucattini com sardinhas é maravilhoso, com o peixe em pedaços, tomates, toque de erva-doce e passas. Eu não gosto de passas. Mas nesse prato faz todo sentido e nem pensei em separar na hora de comer. Originalmente, na Italia, me explicou o Benny que esse prato não leva tomates. Mas, sinceramente, acho que os carcamanos deviam mudar de ideia.






O papardelle foi uma forte sugestão do chef e ainda bem que segui. A massa é leve, maravilhosa. Mas o molho.... é uma versão bem clássico, grosso, com mais carne que molho. Sabor, sabor e sabor.





O Spaguetti foi pedido da minha amiga - já que eu tinha escolhido o com sardinha e o bolonhesa. Confesso que quando ela pediu, não me empolguei. Depois que chegou e eu provei, entendi que eu nunca pedia carbonara num restaurante porque nunca tinha visto um bom. Eu adoro ovo e não entendi como passei tanto tempo sem comer um bom carbonara, como é o do Tappo.






Na hora da sobremesa, tudo continuou delicioso. Panna Cotta com caramelo de Vin Santo e cheesecake de queijo de cabra com calda de framboesa. Eu adoro cheesecake e quis provar o de queijo de cabra. Achei muito interessante, gosto forte, cremosa. Mas a panna cotta.... é maravilhosa. Muito leve, delicada, vários sabores na boca.... que a essa altura estava calma, calma...
Nào sei, não... Mas algo me diz que agora, sempre qu eu for a São Paulo, vai ser difícil deixar de ir ao Tappo!
Tappo - Rua da Consolação, 2967. Tel. 11- 3063-4864

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

A CASA É DA LI MAS PODERIA SER A NOSSA TAMBÉM!

Já falei aqui que o Twitter me proporcionou conhecer algumas pessoas muitos interessantes e queridas do mundo gastronômico. Logo no começo dessa minha aventura, vi uma pessoa meio amalucada que falava com a Roberta Sudbrack de um jeito engraçado, paulistana da gema. Ela não ri, ela grita "Rá" na sua cara, bem debochada. Ela não manda beijos e sim "beijas". Sua @ causou polêmica pois todo mundo queria saber seu estado civil: casadali. "É casada Li?", ouvi muita gente perguntando.

Não! É Casa da Li mesmo! Da Eliane André!!!

Quando ela veio para o Rio para fazer um T&D da Roberta Sudbrack - sua mentora e inspiração como ela mesmo diz - tive a chance de conhecê-la pessoalmente. ""Booocaaaa!!!", ouvi assim que cheguei. Uma figura, estava na cara.

Bom, receita aqui e ali, acabei ficando no grupo dela, o do franguinho (no T&D os alunos são separados em grupos para cada grupo realizar uma receita). Li se ausentou por um momento e quando voltou estava vestida pra guerra: uniforme todo preto, sapatos apropriados para cozinha, chapéu próprio e etc. Liderou nosso grupo: "faz isso, faz aquilo". Eu até trabalhei mas colei nela! Não queria de jeito nenhum ficar no grupo do frango por que nao sabia por onde começar mas quando vi a Li, sosseguei e arragacei mangas. Uma profissional, estava cara de novo. Coisa que o meio gastronômico todo já sabia, principalmente em São Paulo. Mas eu, confesso, não. Lá pelas tantas, na hora da dança (sim, sempre tem a hora da dança no T&D), a chef colocou uma música em homenagem a Li: Love is in the air.... Aos primeiros acordes, estava lá a Li, aos prantos.

O restante da aula e do jantar todo foi uma delícia e depois nos encontramos novamente, no dia seguinte, na terça básica do RS. Igualmente divertido, a energia da Li é contagiante.

Depois desse encontro, ela voltou pra São Paulo mas continuamos sempre nos falando via twitter. Parecia uma amizade de anos, coisa estranha mas muito boa. Bom, pelo menos para mim. Ela contava suas aventuras e agruras com a rotisserie que estava montando. Quem a segue no Twitter soube tudo, tim tim por tim tim.

Finalmente, ela abriu as portas e colocou duas mesinhas para quem quisesse almoçar. Em pouquíssimo tempo, já tem 8 mesas.... "Gente, não sou um restaurante, sou uma rotisserie", ela frisa. Mas.... não sei não....

Enfim semana passada conheci a Casa Da Li. Cheguei com a Roberta Sudbrack e a Li, ao ver sua mestra, já nos recebeu aos prantos. Registrei esse momento emocionante que fez meus olhos encherem de lágrimas. E assim, chorando, pura emoção, com cara de sapão como ela brinca, Li passou quase todo o almoço que acabou virando uma grande mesa, deliciosa, de risos, de sabores, de sensações. Uma mesa daqueles almoços de domingo na sua casa, em que uma ponta passa a focaccia daqui e a outra ponta da mesa passa o franguinho de lá. E isso explica o título desse post: apesar de os integrantes da mesa serem todos amigos da Li que foram prestigiá-la e também prestigiar a presença da Roberta ali (pessoas que conheci naquele almoço e que adorei!!!), a impressão que tenho é que essa aura de estarmos em casa, de informalidade, é marca da casa, que é da Li mas que podia ser de todos nós. Se você for, verá.



Desculpem se escrevi muito antes de chegar na comida mas essa história toda faz sentido quando você conhece o sabor da comida da Li, quando sente o gosto da emoção que ela deposita ali ao cozinhar. Conhecê-la faz diferença pra entender o sabor da sua focaccia de tomate, a beleza da sua porchetta (coisa de alfaiate, como diz a Sudbrack) e a leveza da massa da sua lasanha.



















O almoço todo foi uma farra gastronômica: porchetta (capa da revista Gosto desse mês), focaccia de tomate, focaccia de cebola roxa, pernil desfiado (lindo pra comer com pão!), franguinho assado à perfeição, lasanha de carne... ai ai, já estou salivando. É tudo muito saboroso, simples e que leva a gente a algum lugar lá dentro de nós.

Chega! Não vou falar mais. As poucas fotos que tirei e que ilustram esse post devem falar por mim.

A Casa da Li está na rua aspicuelta, na vila madalena, lá no comecinho dela, número 23.


Ah! E Não esquece: é uma rotisserie, pode quebrar um galhão cheio de sabor na sua casa. Com visitas, entao... faz uma bela vista!



Nada melhor pra terminar esse post do que com uma foto dessa estrela, a porchetta da capa!!!
Casa Da Li: Rua Aspicuelta, 23, Vila Madalena , São Paulo.

domingo, 25 de julho de 2010

BAR LAGOA - CONTINUA TUDO EM FORMA POR LÁ

O Bar Lagoa, no Rio, sempre foi pra mim um porto seguro.
E olha que eu nem tomo chopp.

A carne de lá é ótima, o peixe com alcaparras e palmito é ótimo, o sanduíche de filé com queijo - já diria Roberta Sudbrack - é ótimo, enfim....

Mas hoje tive uma experiência realmente deliciosa lá, que só constatou que o Bar é antigo, existe desde 1934, mas está em excelente forma! Corpinho de 18!
Cheguei com vontade de comer carne, mas ao ler o cardápio, eu e meu amigo começamos a desenhar um menu mais típico de la e parecia tentador. Embarquei e agradeço muito pela incrível viagem.

Começamos com salsichão aperitivo. Pedimos a porçao mista, só cozida: meia com salsichão branco, meia com o vermelho. Belo começo. Recomendo que você peça o salsichão só cozido mesmo, pois quando vem frito fica meio forte, indigesto. O cozido desceu redondo com a mostarda escura.
Depois, ainda dividindo entrada, pedimos um steak tartar, tradicional por lá. E maravilhoso! Temperado na hora, com torradinhas, a porção é bem generosa!
Prato principal: Kassler com chucrute! Só uma coisa a dizer: Uau! Kassler macio e saboroso, chucrute ácido na medida. Sobremesa: se a onda é ficar nos típicos, apfelstrudel quentinho com chantili! Ai ai. Um bem pra alma!
Tudo isso vendo o entardecer do Rio de Janeiro, de frente para a Lagoa Rodrigo de Freitas, com os garçons nem tão antipáticos como era a tradição. O que nos atendeu era excelente, nota mil!

Enfim, o bar Lagoa continua sendo um porto seguro e dá pra navegar em várias marés por lá, sem medo.

Colher de sopa pro Bar Lagoa!

TABOADA - NEM TUDO EM SALVADOR É MOQUECA. MAS NEM TUDO TAMBÉM É BOM

Eu tenho um pé na Bahia. Definitivamente.

Não só por que lá tem pessoas que amo, nem só por que nasci no dia de Iemanjá. Eu chego em Salvador e me sinto em casa.
Ao longo do tempo, a cidade foi ganhando bons restaurantes e tem já uma boa gastronomia que vai além da comida típica, moqueca e acarajé. Salvador tem bons restaurantes italianos e franceses de donos que conheceram a cidade como turistas e resolveram morar nesse paraíso. Tem também boa comida espanhola, pela forte descendência. E comida japonesa, pra mim, não tem melhores no Rio ou São Paulo do que o Soho e o Shiro.

Quando vou a Salvador, gosto de revisitar os bons lugares que gosto lá (e é uma pena o Trapiche Adelaide ter fechado) e conhecer os novos. Um dia ainda faço um post só com dicas da cidade, ok? Mas eis que semana passada, em passagem pela cidade e dessa vez a trabalho, pude jantar com minhas amigas e quis ir conhecer um lugar que há muito me deixava curiosa, o Taboada, no Rio Vermelho.

O Taboada fica numa casinha branca com luminárias fora, muito fofa. Fala francês. Por incrível que pareça, estava friozinho em Salvador, chovia bastante. A noite pedia um vinho e um queijo pra começar. Tudo estava propício pra minha estreia por lá.

De cara, já pedimos um bom vinho Pinot Noir francês. O couvert era simpático também: pães, tapenade, pasta de queijo e de cebola. Começamos bem.
Como não tinha queijo de entrada no cardápio, pedi uma sopa de cebola. Estava gostosa mas com fatias de pão e de queijo muito grossas em cima. Deixei de lado isso e caí no caldo que estava saboroso, com ceblos cortadas bem fininhas.











Pra conseguir pedir o prato principal, não pudemos contar com a ajuda do garçom, bem perdido e pouco conhecedor dos detalhes do menu, que achei um pouco confuso. Resolvi então ir no básico: filé ao poivre com batatas gratinadas. A carne estava boa, o molho saboroso mas a batata foi o melhor do prato.
Eis que na sobremesa.... poxa, justo na sobremesa???!!! Bom, vamos lá: eu amo tarte tatin. sei que não é fácil fazer e por isso não são muitos os restaurantes que servem. Quando vi no cardápio, num restaurante francês, fui sem medo. Mas infelizmente, a tarte tatin do Taboada chegou totalmente queimada embaixo, mas queimada de cheirar queimado. E com uma massa folhada que não tem nada a ver. Pedi pra trocar. "Um creme brulle, esse nao tem erro". Mas teve. NUNCA vi um creme brulle daquele jeito. A casquinha de açucar de cima não quebrava. Ela se desgrudou totalmente do vreme embaixo e não quebrava. O creme estava duro, frio, parecia uma cremogema BEM dura, bota maisena aí! Enfim, saí de lá sem sobremesa e decepcionada.
Como o serviço não foi lá também essas coisas (o maitre muito atencioso mas o garçom...), achei o Taboada bem mais ou menos.
Minha próxima investida em Salvador: Chez Bernard. Dizem que é coisa fina.
Cotaçao da Boca pro Taboada: colher de café....