segunda-feira, 31 de maio de 2010

MALDADEZINHA DO BEM... POEMA PROS NOSSOS OLHOS...

Estava eu aqui querendo dar uma agitada.
Olhando as fotos do meu celular - que só tem comida - percebi que tinha uma coleçao que merecia ser dividida.
São obras de arte. Mesmo. A artista? Velha conhecida desse espaço: Roberta Sudbrack.

Mas olha e me diz se são ou não são obras de arte!

















VIVA O CHICO! VIVA A ALAÍDE! VIVA! VIVA! VIVA!


Sempre quis levar meus pais pra comer as delícias da Alaíde, no Leblon. Mas achava confuso demais. O que pra mim é um charme, pra eles poderia ser incômodo. Aquele auê, mesas apertadas, muita gente do lado de fora....
Sábado criei coragem e fomos. E, como não podia deixar de ser, os dois caíram de boca nas tentações servidas no Chico & Alaíde, ali no começo da Dias Ferreira.
Entre todos os quitutes tradicionais da Alaíde, o meu preferido é o bolinho de abóbora com carne seca. É muito bom.
Mas sábado conheci outras novidades que valem o destaque e a ida ao lugar: bolinho de tutu (não consegui mostrar bem na foto) - com massa de feijão, linguiça dentro e dois torresmos fora - e o kibe de cordeiro. Achei que esse poderia ser gourmet demais pro Chico & Alaíde, mas não. É uma iguaria. A moquequinha também é uma delícia e vale experimentar. Minha mãe repetiu. Mas meus preferidos ficam para os já citados.
O melhor do Chico & Alaíde é o depois. Horas após termos saído de lá, ninguém conversava com a fritura ou com temperos exagerados. A memória era algo sutil, uma lembrança do prazer que sentimos enquanto comíamos. Aprendi essa liçao depois da minha ida ao Venga, vcs sabem...
Ah, por fim mas não menos importante: chopp Bhrama Black bem tirado, ponto observado por meu pai já que não tomo chopp....
O Chico & Aláíde é um belo programa carioca, pra quem mora na cidade ou não!

terça-feira, 25 de maio de 2010

COZINHANDO E CANTANDO... E SEGUINDO A EMOÇÃO!

Muito já falei sobre a Roberta Sudbrack aqui. (e desculpas a quem acha que falo muito dela, mas continuarei falando).
Muito já falei sobre o encontro mágico entre as @s do Twitter e como fui pega pelo coração por esse grupo delicioso.
Num desses encontros, regado a bolo de casamento da D. Dirce, que nos foi apresentado pelo @pboueri (Pedro, pros íntimos), lá na Roberta Sudbrack, fiz o convite e Pedro aceitou: escrever sobre a boleira no meu blog.

Esperei dias e dias. Noites a fio.
E o texto chegou.
O rapaz enveredou por outros caminhos. Nada de D. Dirce no texto. A ver com ela, só mesmo a essência do que está escrito por ele.
Mas acabou por gerar uma linda homenagem, que publico com muita honra aqui.
Pedro, espero te ver outras vezes aqui!

Com, vcs, Pedro Boueri:

"Certa vez eu ouvi de um médico uma história que me deixou bastante intrigado. Era mais ou menos assim: O pai desse médico estava internado, no CTI, em estado terminal. Mas estava consciente. Foi então que, em um determinado dia, esse médico perguntou ao seu paciente/pai se ele gostaria de algo. O paciente/pai não titubeou. A sua resposta foi certeira e fulminante: “Eu gostaria MUITO de um pastel...” O médico, praticamente que com a mesma rapidez com que o paciente/pai lhe havia respondido, saiu e retornou carregando consigo o pastel tão desejado. Dada a já extrema gravidade do quadro de saúde do paciente/pai, aquele pastel seria absolutamente desinfluente. Foi então que o paciente/pai pôde se deliciar com o objeto de seu desejo, consumindo-o lentamente e aproveitando ao máximo cada milímetro dele. No dia seguinte, o paciente/pai faleceu. Não – absolutamente! – em virtude do pastel, mas sim porque esse era o desfecho inevitável que se avizinhava a toda evidência.

Paralelamente à dor da perda, o médico se sentiu confortado por saber que havia tomado a decisão que, bem visto aquele desfecho inevitável, se confirmava como tendo sido a mais acertada: proporcionar ao seu paciente/pai aquele que agora se sabia ter sido um último momento de prazer.

Eu disse intrigado no início deste texto porque essa história me fez refletir sobre a relação extremamente peculiar – ou mesmo única – que o ser humano possui com a comida.

Depois de refletir muito, eu concluí que comer é o único prazer que o ser humano consegue ter, com a mesma plenitude, desde o instante em que ele nasce,até o instante em que ele morre.

A primeira coisa que um bebê recém-nascido faz é chorar. Chora porque tem fome e, bem alimentado, para imediatamente de chorar. O prazer do bebê é o mesmo daquele paciente/pai que, nos seus últimos instantes, pôde saborear aquele pastel trazido ao CTI por seu filho (que era médico mas ao mesmo tempo era um ser humano e, nessa condição, compreendia que o prazer de uma boa comida seria bem mais eficiente para o seu paciente/pai,do que qualquer remédio do qual se tivesse conhecimento).

Pois muito bem. Passemos a tratar daqueles que concentram, em suas mãos, o poder e o privilégio de proporcionar às pessoas esse prazer peculiar, único e pleno.

Em matéria de culinária, o talento por si só não basta (independentemente do quão grande seja ele). O que faz – e principalmente o que mantém – um grande cozinheiro é tão essencial quanto básico: o amor pelo seu ofício. É por isso que, não raramente, um cachorro-quente preparado na mais simples carrocinha de rua pode acabar proporcionando ao seu respectivo consumidor muito mais prazer do que lhe poderia proporcionar o mais refinado e criativo prato de nouvelle cuisine.

Aliás, não duvidem se qualquer dia desses o amor da dona daquela carrocinha de cachorro-quente pelo seu ofício for capaz de transformá-la em uma incomparável chef de cuisine.

Outro ingrediente fundamental ao sucesso de qualquer cozinheiro é a sua simplicidade. Eu já não me lembro mais o que senti, na semana passada, ao comer aquele lindo e cirurgicamente bem decorado prato à base de lagosta (ou outro personagem do mar), acompanhado de algumas porções com nomes impronunciáveis, naquele renomadíssimo e premiadíssimo restaurante (cujo nome fica aqui omitido) e cujos funcionários me trataram como tratavam tantos outros clientes que lá estavam pelos mais variados motivos, mas não para efetivamente vivenciar uma experiência alimentar prazerosa e plena.

Por outro lado, ainda que eu consiga viver 100 anos, jamais me esquecerei do prazer que eu sinto ao comer o frango assado com farofa de ovos preparados pela minha avó, a torta de goiabada preparada pela minha outra avó, e os camarões ao catupiry preparados pela minha mãe.

Em matéria de prazer e plenitude proporcionados, todo requinte daquela lagosta (ou daquele outro personagem do mar) inominada não conseguiu chegar nem mesmo perto da absoluta simplicidade dos demais pratos aos quais me referi acima.

Mas o que será que faltou àquele grand chef de cuisine – de cujo nome eu também não me lembro mais e, ainda que me lembrasse, acabaria omitindo –,e que nunca faltou e nem falta às minhas avós e mãe?

A resposta, meus caros, tem a mesma simplicidade que derrotou o requinte sem nenhum esforço: elas (avós e mãe) não estão ali nas suas cozinhas para preparar mais um frango, mais uma torta e nem mais um prato de camarões ao catupiry. Elas estão ali para agradar uma pessoa querida. Eis o segredo.

Eu sempre tive paixão absoluta por comida. E nesse contexto, requinte e simplicidade sempre me pareceram conceitos antagônicos. Foi quando me surgiram, sem pedir licença, a queridíssima Feiticeira e os seus não menos queridíssimos aprendizes de feitiçaria que, pela simples maneira como atendem cada um dos clientes que se apresentam na inconfundível casinha laranja à beira do canal, deixam claro que amam cada detalhe de tudo aquilo que fazem ali (qualquer que seja a sua função). E que isso é o que lhes realiza e lhes faz sentir, dia após dia e já há gloriosos e bem sucedidos 5 anos de muita luta, aquela sensação gostosa, indescritível e inigualável de “missão cumprida”.

A Feiticeira e sua equipe de aprendizes de feitiçaria não fazem nenhuma questão de esconder o segredo de todo seu sucesso: ela e eles se devotam às suas funções com o mesmo amor que as minhas avós e a minha mãe se dedicam àqueles que sabem ser os meus pratos favoritos.

Posso garantir a vocês, meus caros, que absolutamente nada do que eu tenho tido o privilégio de vivenciar e experimentar, naquela casinha laranja à beira do canal, será esquecido. Por mais que seja um local requintado (um verdadeiro castelinho laranja à beira do canal), certamente foi a simplicidade daquelas pessoas e o amor que elas devotam ao que fazem que as tornaram quem elas são hoje.

Vida longa à Feiticeira e aos seus aprendizes de feitiçaria. Vida longa à casinha laranja à beira do canal. Que todos continuem ainda, por muitos e muitos anos (100,no mínimo!), proporcionando a todos nós este que, como eu disse acima, é o maior e mais pleno prazer que nós temos nas nossas vidas.

As palavras de Adélia Prado são oportunas para o final deste texto: "Minha mãe cozinhava exatamente: arroz, feijão roxinho, e molho de batatinhas. Mas cantava." É isso mesmo. Quem sabe proporcionar às pessoas,todo prazer que essa Feiticeira e os seus aprendizes de feitiçaria proporcionam deve mesmo poder ser assim: Feliz e realizado, mesmo que com as coisas mais simples. Cantando sempre!

Ah! E qualquer semelhança entre a parte final desse poema e aquelas cifras carinhosamente postadas via Twitter, diretamente da Sudvitrola, é mera coincidência, ok? Ou talvez não...

E então... Quer ser cozinheiro?"

domingo, 23 de maio de 2010

EU E MEU TOSTEX - Um casamento promissor

O papo rolou no Twitter agorinha mesmo... Acho que o caso de amor entre mim e um tostex de ferro fundido, mineiro, que saiu lá da casa da Roberta Sudbrack pra minha, ficou escrito de forma tão real que resolvi compartilhar aqui e mostrar a cara desse novo amor. Trata-se da nossa "primeira vez", um misto quente feito com carinho mas mesmo assim o primeiro saiu queimado. já o segundo.... hummm...

olha a carinha dele aí!!!!

segue a minha declaração via Twitter:

que delícia!! Inesquecível!! Viciante!!! é um gosto diferente, deve ser o amor. obrigada, @robertasudbrack, por me mostrar o que é bom!
14 minutes ago via web

na nossa primeira tentativa, uma distraçao minha e pronto, ele parou a brincadeira. saiu preto de raiva. fomos tentar novamente e aí sim....
16 minutes ago via web

ainda bem q sou insistente. ele é lindo mas gosta de td ao seu jeito, q vc fique sempre d olho nele. senão, queima!!! como é possessivo...
17 minutes ago via web

a @robertasudbrack ao nos apresentar, eu e o tostex, não me deu dicas sobre seu temperamento... fomos nós dois nos descobrir sozinhos...
18 minutes ago via web

as @binhas_ estavam presentes qdo nos conhecemos. emoçao! mas como td casamento, ja deu 1 pouco d trabalho......
19 minutes ago via web

foram 3 dias de namoro. Eu olhando pra ele e ele pra mim. Até que hj, enfim, casamos! testei o tostex!!!presente luxo da @robertasudbrack ..
21 minutes ago via web

LA BOTICELLA - antes e depois de Madonna, tudo continua igual por lá

Há lguns anos, quando me habituava a morar na Barra e buscava opções de restaurantes no bairro que não fossem só de hamburgueres, uma amiga italiana - de verdade - me indicou o La Boticella. Fica na Barrinha, numa praça agradável, bem no alto e onde já é até meio friozinho. Fui e a cozinha de lá me pegou! Virei cliente.
Esse ano, inclusive, Madonna foi jantar no lugar. Não entendi o que ela fazia lá por que o restaurante é zero badalado. Mas se foi atrás de sabor, encontrou. Na foto que vi da visita de Madonna ao La Boticella, lá estava Giancarlo - o dono - atrás dela na saída do restaurante. É um argentino gente boa, que está sempre por lá e que faz questão de cumprimentar todas as mesas, beijando as damas na mão. Um gentleman.

Falemos pois da cozinha do La Boticella. A massa de lá é leve, feita na casa, uma delícia. Já comi vários pratos do cardápio e o único que não fez muito minha cabeça foi uma massa que tem molho de vinho tinto. É bem forte e denso. A lasanha de bacalhau, o gnhocci, o agnolloti de cordeirinho, enfim, tudo é bom! meus preferidos são o talharim Carmen e the best one é o espaguetini Casalingue. É um molho lindo e simples de tomate, com seleção de carnes cortadas na ponta da faca. Muito Bom!

Porém, sexta passada estive lá com amigos e eis que me indicaram o Javali. Eu adoro javali mas nunca comia porque sempre vou para jantar, achava pesado. E o Javali do La BOticella é uma junção de acompanhamentos que me parecia estranha: purê de lentilhas, maçã assada e gnhocci. Mas fui de cabeça na indicação. E não me arrependi.

O gnhocci vem sem molho nenhum. Ïdeal pra que você sinta o sabor da massa e misture um pouco no molho do Javali. O Javali vem desmanchando de tão macio, num molho bem saboroso. O purê de lentilhas é igualmente saboroso e a maçã dá um toque doce entre uma garfada e outra.
Virou top na minha lista e agora terei trabalho pra escolher entre ele e o Casalingue da próxima vez que eu for.


De sobremesa, fui no tiramissu. Poucas vezes tenho estômago para chegar na sobremesa - o antepasto de lá é muito bom também e é um desperdício não pedir - e sempre escolho o tiramissu. Mas fazia tanto tempo que eu não pedia que tinha me esquecido como ele é bom!
É Muito BOM! Um amigo que estava na mesa já fez uma busca pelos melhores do Rio, sempre pedindo tiramissu nos restaurantes que vai, e constatou que o do La Boticella está no top 5.

O único senão da casa - e preciso dizer porque destoa muito do ambiente de tijolinhos a vista e bem italiano - são as fotos que o Giancarlo pendurou na parede do filho. O menino é bonito mas faz caras e bocas, meio sensuais demais para uma parede de restaurante. Não combina. Mas também não estraga nada no final das contas.

Então, colher de copa pro La BOticella! Ainda bem que é perto de casa.

domingo, 16 de maio de 2010

FELICE LEBLON: estreia de colaborador no blog!

Hoje A BOca Nervosa conta com uma colaboração luxuosa: Rafael Crisa, uma @ feliz tb, grande parceiro de comilança que conheci no Twitter. Eu o convidei pra colaborar, ele topou e eis sua impressões sobre o Felice, no Leblon.

Quer colaborar também? Manda sua crítica pro meu email.
Com vocês, Rafael Crisa:

"Sábado à noite, por volta das 19:00/19:30, resolvo marcar de jantar com minha namorada e mais dois casais de amigos.

Primeira opção: comida japonesa. Liguei para o restaurante do hotel Marriott e reservei. Comeríamos rodízio de comida japonesa e, também, de comida mexicana. Como o amigo que queria comer comida japonesa não pôde mais ir, desmarcamos.

Segunda opção: comida italiana. Liguei para o Terzetto, só tinha reserva para depois de 22:30. Liguei para o Quadrifoglio, nada. Domenico, nem pensar. Como o casal que ainda iria conosco, não conseguiria chegar antes de 22:30, e a fome minha e da patroa já era grande às 20:30, desmarcamos.

Busquei a patroa e fomos tentar o Domenico. Infelizmente, o Leblon Jazz não nos permitiu estacionar nos arredores do restaurante. Ela, então, deu a ideia de irmos ao Alessandro & Frederico, no Design Leblon. Como já era por volta de 21:30, obviamente que estava lotado, com fila de espera. Descemos as escadas rolantes e vieram as opções: Gula Gula, Joe & Leo's, Oliva, Da Silva e Felice.

Dentre as opções, resolvemos tentar o Felice. De entrada, a patroa pediu chips de banana, batata baroa e aipim, que vieram sequinhos, mas poderiam estar quentes. Havia dois potinhos de molho, que não provei.

Eu pedi combinado de pasteis: são nove pasteis, sendo três de cada sabor. Tinha frango com catupiry, camarão (não sei se era bobó ou moqueca) e mussarela de búfala com pesto. Os pasteis vinham com três molhos, sendo rosé, pesto e outro que não sei exatamente qual era.

Pois é, os pasteis não estavam lá essas coisas, não. Pelo contrário, estavam bem fracos. A massa era razoável, mas acho que usaram óleo requentado para fritar. Talvez o óleo do dia anterior ou o mesmo óleo que vinha sendo usado desde o almoço. Não sei. Só sei que não gostei.

De prato principal, a patroa pediu Tournedo Provençale, com molho à base de Malbec e acompanhamento de ratatouille e batata gratinada. Ela não gostou do molho e não gostou do ratatouille. Mas gostou da batata gratinada. :/

Provei do prato dela para saber se era tão ruim assim e, sinceramente, discordei. Muito embora o ratatouille não estivesse incrível, também não era ruim. Era normal, honesto. As batatas gratinadas não provei, pois não deu tempo. Quanto ao filé, o ponto estava correto (rosado e sangrando) e o molho era gostoso. O problema é que a patroa não gosta de vinho. Aí, já viu, né...?

Meu prato principal foi o Risoto do Mês, que, agora em maio, é um risoto de cogumelos. Não lembro todos os tipos, mas lembro que tem cogumelos de Paris. E não é que minha pedida foi um acerto? Arroz "al dente", como deve ser, sem estar empapado; cogumelos presentes, dando gosto à receita. Estava tão bom que só coloquei queijo parmesão numa pequena parte e, mesmo assim, só uma vez.

Sem sobremesa para ambos, pois, de lá, íamos ao Andy's.

O resultado, para a patroa, foi decepcionante. Para mim, mezzo a mezzo. A boa impressão com o risoto salvou a decepção com os pasteis.

As entradas custaram R$ 15,50 (chips) e R$ 22,00 (pasteis). O prato da patroa custou R$ 40,00 e, o meu, R$ 34,00. O preço dos pasteis é caro demais para o que me foi apresentado. Quanto ao preço do risoto, achei justo.

Numa escala de 0 a 10 para saber se voltarei ao Felice, fico no 6. Se tiver que ser num sábado à noite em que todos os outros restaurantes do Leblon estão cheios, pelo menos sei que encontrarei um risoto honesto. Para outros dias, há outras opções mais interessantes.

Apesar de a experiência com a comida salgada não ter sido das melhores (à exceção do risoto), gosto muito dos sorvetes artesanais do Felice. Esses, sim, sempre valem a visita. Principalmente o de gianduia. Fica a dica para quem quiser testar."

quarta-feira, 12 de maio de 2010

CRIATIVIDADE E INOVAÇAO FAZEM TODA DIFERENÇA. MAS SUOR FAZ MUITO MAIS

Nos últimos tempos, tenho frequentado o restaurante da Roberta Sudbrack mais do que um dia imaginei.

Os amigos acham que eu ganhei na mega sena e não estou a fim de contar. Todos perguntam muito espantados: "Você está na Sudbrack de novo???". É como meu pai que, quando eu era pequena e pedia um tênis da Cantão, já dava dois pulos por que só de associar o tênis"a marca (eu preciso achar a crase do meu computador..) falava que era caro. Até o dia que o levei comigo na loja e ele viu que o bicho não era tào feio assim.
Mas não é nada disso. É que também nunca imaginei que um dia faria parte de um grupo que se conheceu pela internet e a partir disso criou um laço no mundo real. Muito da criação desse grupo vem da admiração em torno da chef, que - assim como inacreditavelmente eu - se dispôs a se relacionar com esse bando de gente desconhecida mas que parecia ser gente boa e ter gostos em comum. Nossos encontros têm sido na sua maioria lá, na Roberta Sudbrack, onde a chef não só nos recebe de maneira ímpar - como se realmente estivéssemos na sala de estar da casa dela - como o próprio lugar tem a descontração exata para isso.

E quando eu digo "nos recebe" não é só por que pensa com carinho no menu que vai nos servir mas também por que de fato nos recebe, está ali, de corpo e alma presentes. Nos recebe e corre pra cozinha por que, frequentando a Roberta Sudbrack você percebe que seu lugar e sua alegria estão lá. E é isso que faz toda diferença. Pratos servidos, comensais alimentados, aí sim ela relaxa e senta conosco pra uns minutos (ontem foram mais que isso, que delícia) de papo e risadas.

Essa entrega da Roberta a um grupo que acabou de se conhecer e de conhecê-la pessoalmente é o resumo da entrega que ela faz no seu dia-a-dia no restaurante. Várias pessoas já me perguntaram: "mas ela está lá TODOS os dias?". SIM. Ela está lá de terça a sábado, dias de funcionamento do lugar. "Mas ela cozinha mesmo, pessoalmente?". SIM, ela está atenta a tudo e quando o assunto é corte dos assados, pode ter certeza que ela está como uma cirurgiã precisa, com a mão na massa legal.

Por mais criativa e inovadora na pesquisa, descoberta e junção de sabores, Roberta Sudbrack tem uma coisa que faz toda diferença na gastronomia e nos restaurantes que você frequenta: um suor incansável em busca do melhor. E isso vai desde a o suor para inovar e impressionar como no suor para os pequenos detalhes do dia-a-dia como um corte perfeito, um prato sem respingos de molho e etc. Nesse pasto aqui, é o olho do dono que engorda mesmo o gado.

Noves fora, tem um outro detalhe que, na minha opinião, contribuiu muito pra que esses encontros entre os comensais da internet - conhecidas @s da Sudbrack - se dêem com mais naturalidade e frequência ainda: o ambiente do restaurante não é daqueles típicos restaurantes caros e chiques. É descontraído, sem afetação. Você se sente em casa e a vontade mesmo não tendo o salário da Eliana, do Pedro Bial ou da Ana maria Braga - clientes que já vi por lá. Esse é um detalhe que eu já tinha anotado desde a minha primeira ida lá, quando eu nem sonhava com o dia que eu chegaria no restaurante e fosse recebida com um abraço da própria chef e chamando o garçom de Paulinho na maior amizade, dando 2 beijinhos e tudo. Aliás, o Paulinho é um personagem do restaurante. Anota aí. Discreto, sorridente e de uma elegância.... Ah! E Também dá bons toques de vinhos.

Ontem, em mais uma ida ao Roberta Sudbrack - e que Deus e meu salário permitam que eu consiga continuar indo nem que seja pra comer uma sobremesa - degustei duas coisas maravilhosas: gema com farofa de banana (já da coleção 2010 e que qualquer um de nós já pensaria em bater um bolo e não num prato salgado) e salada de abóbora assada (inacreditavelmente saborosa, top 5 de tudo o que já comi lá por enquanto).
Criações de uma chef que inova o tempo todo. Mas que acima de tudo sua a camisa e a Toque e - de novo, pra não haver dúvidas - que diferença isso faz!

Pra quem planeja conhecer essa magia - e eu sugiro que você se planeje mesmo:
- as terças existe a opção de um menu básico, com um prato e a sobremesa,por R$ 49,50

- as sextas há a opçao de almoço

- de terça a sábado, há opçoes de menu com 3 pratos (120,00), 5 pratos (165,00) e 8 pratos (195,00).

O restaurante só trabalha com Mastercard, dinheiro ou cheque. E reserva antes é bom e educado já que o menu é decidido pela chef no dia, inspirado no que os fornecedores trazem de melhor pra ela.



segunda-feira, 3 de maio de 2010

VENGA! EU ACHO QUE NÃO VOU MAIS, NÃO!!!

Sábado passado eu estava com uma amiga de Salvador em casa e íamos assistir A Gaiola das Loucas no Leblon as 18h. Como acordamos tarde e, consequentemente tomamos café da manhã quase na hora do almoço, fomos para a zona sul com vontade de comer uma coisinha. Não um almoço, mas assim uma coisinha pra que a gente aguentasse a peça inteira e não chegasse na Roberta Sudbrack, onde iríamos jantar, devorando tudo o que veríamos pela frente. Afinal, na Roberta Sudbrack você não devora, você degusta.

Entre o Andy's Brasil - que estava vazio - e o Venga! - que estava lotado - , minha amiga preferiu a segunda opção - as duas no Leblon. Eu tinha vontade de conhecer os dois, então posterguei o cachorro quente em prol das tapas espanholas que o Venga! oferece. Pensei: poxa, oportunidade sem igual pra reviver as delícias que comia em Barcelona, quando morei lá.
Ao sentar, já vi de cara no cardápio algo que me emocionou: pan com tomates! Eu comia isso em Barcelona dia sim, dia também. Pedi, claro. E também salada de bacalhau com feijão branco e cebola roxa. Minha amiga foi de polvo com batatas. Entre um atendimento bem confuso, pesquei na mesa do lado que uma pessoa comia algo num pão como uma bruschetta. Perguntei para a garçonete e ela me disse: ah, são pinchos. E eu: ok, mas tem de quê? Ela desandou a falar meio que quase não acreditando que eu fosse pedir um. Pedi, de sardinha com purê de maçã. E aguardei, ansiosa enquanto tomávamos uma sangria de espumante com morangos.
Chegou o pan: matou a saudade, digamos, mais emocional. Faltava tomate. E faltava azeite. Mas foi, ok.
Chegou a salada de bacalhau. Os pedaços de bacalhau estavam bonitos mas eram poucos em meio a tanto feijão branco. E só depois fui perceber: um gosto de alho que parecia inocente a primeira vista, se tornou um tormento no resto do meu dia! Foi nesse dia que eu vi que uma boa crítica de gastronomia vc só pode fazer horas depois...






O polvo da minha amiga estava ok, gostoso. Nada demais, mas ok.



E o melhor daquela sentada no venga! foi sem dúvida o pincho que por pouco eu não como, graças a atenção da garçonete. Um filé bem caprichado de sardinha, o purê de maçã dá um toque especial, enfim, salvou a conta no final!



Mas eu não sei se fui clara o suficiente pra explicar o motivo do título desse post: o venga! me deixou uma recordação sabor alho tão incoveniente durante todo o meu dia, durante toda a peça que assisti, que foi no mínimo algo petulante. Achei, uma certa altura, que não conseguiria me livrar nunca mais daquilo! Passei na farmácia, comprei um Listerine pra ver se me ajudava pois estava a caminho do melhor restaurante do Rio e do Brasil. Se a minha experiência lá fosse atingida por esse alho safado... ai ai, nem sei!

Graças a Deus e ao Listerine, minha noite na Sudbrack foi inesquecível e ao comer aquelas coisas tão delicadas e simples no gosto, vi que realmente um tempero tem sua magia e não é qualquer um que sabe usá-lo.
Por essas e outras, o Venga!, infelizmente, não vai ganhar nenhuma colherzinha dessa Boca.... Uma pena, minhas expectativas eram as melhores!
bjs


TAGLIATELLE AO LIMAO SICILIANO - Leve, cheiroso e fácil de fazer!

Ontem eu tinha uma missão.

Depois de mais um jantar enloquecedor na Roberta Sudbrack no sábado a noite, no domingão me restou ir pra cozinha fazer o almoço pra mim e minha amiga baiana. Afinal, precisávamos dar um descando pros nossos bolsos...

O problema é que fazer algo que satisfaça depois de um porquinho de leite inimaginável, não é lá uma tarefa muito fácil. A baiana acordou sem fome, de tão nas nuvens que estava com as delícias da chef na noite anterior.

Bom, queríamos algo leve, algo fácil e rápido de fazer, algo que caísse bem com um bom vinho branco.... Arregacei as mangas e fui pra cozinha decidida: ia fazer um talharim ao parmegiano e limão siciliano!
E nao queria fazer dessa vez o da Nigella - que já fiz e publiquei aqui a receita, lembram? Não estava a fim de nada com creme de leite...

Conclusão: fiz do meu jeito e ficou muito bom!!!! Olha só:

- comprei uma massa muito leve, um tagliatelle De Cecco All'Uovo. É excelente e faz diferença nessa receita.

- cozinhei a massa só com sal. Sempre de olho pra não passar do cozimento pois essa massa é super leve.

- cozida e escorrida a massa, começa o tempero. Tudo tem que ser feito rapidamente pra que a massa se mantenha quente.

- começa com uma boa dose de manteiga e um pouco de azeite. Depois de misturado, coloque bastante queijo parmesão ralado. Tem que ser um bom queijo parmesão pois ele é muito presente na receita, no gosto final do prato.

- esprema um limão siciliano e misture.Vá provando pra deixar azedinho ao seu gosto.

- tempere com sal, pimenta do reino a gosto. Por fim, coloque salsinha picada e misture.

- Na hora de servir, mais um pouco de queijo parmesao ralado por cima.

Sirva imediatamente para que não esfrie!

A receita fez sucesso! Comemos de raspar o prato! O porquinho de leite ainda estava em nossa memória mas no final das contas, a minha massinha fez bonito! Pela cara dela, vc também não acha?


bjs

O LUXO NO SUDBRAQUISMO É A SIMPLICIDADE

Eu juro que ia escrever um post sobre a minha experiência no Teacher & Dinner da Roberta Sudbrack.
Foi na semana passada e há muito o que dividir com os leitores desse espaço.
Mas li agora o texto de uma das alunas que fez comigo o curso.
Ela é de Curitiba e estava fazendo o curso a trabalho... ah... mas que trabalho bom....
Enfim, enquanto eu ainda não escrevo um post a altura dessa experiência sem igual, compartilho aqui o que a Silvia Oliveira escreveu.
Eu tinha, vamos dizer assim, um pouco mais de experiência que ela, nao suei tão frio, me diverti a beça dançando com a chef e os sudcozinheiros, fiquei na equipe do franguinho, mas em linhas gerais, concordo com muito do que ela escreveu. Principalmente com a frase que usei como título desse post.

Com vcs: Matraqueando com Roberta Sudbrack!